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AIE libera 400 milhões de barris de petróleo em resposta ao bloqueio do Estreito de Ormuz

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo para compensar a perda de suprimento causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, em decorrência da guerra no Irã. O comunicado foi feito na quarta-feira, 11 de março, pelo diretor-executivo da AIE, Fatih Birol.

O Estreito de Ormuz é responsável por mais de 20% do transporte global de petróleo. Birol informou que os 32 países membros da AIE votaram unanimemente a favor dessa medida, que representa a maior liberação de reservas de petróleo da história da agência. A AIE coordena a política energética e as reservas estratégicas de petróleo de países industrializados, incluindo a maioria das economias avançadas da Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico.

“Os desafios que enfrentamos no mercado do petróleo são de uma escala sem precedentes; portanto, fico extremamente satisfeito que os países membros da AIE tenham respondido com uma ação coletiva de emergência de magnitude igualmente sem precedentes”, declarou Birol. As reservas de emergência estarão disponíveis no mercado de acordo com as circunstâncias nacionais de cada país membro.

Os 400 milhões de barris equivalem a quatro dias de consumo mundial ou ao que normalmente flui pelo Estreito de Ormuz em 20 dias. Esta é a sexta vez que a AIE aprova uma liberação coordenada de reservas de petróleo, tendo feito isso anteriormente em 1991, 2005, 2011 e duas vezes em 2022.

Antes do início da guerra no Irã, os preços dos barris Brent e WTI estavam em torno de US$ 60. O conflito elevou os preços para acima de US$ 100, mas recentemente se estabilizaram entre US$ 80 e US$ 90. Apesar disso, o preço da gasolina subiu em quase todos os países, levando muitos governos a considerar medidas de contingência.

O regime do Irã anunciou que não permitirá que “nem um único litro de petróleo” atravesse o Estreito de Ormuz com destino aos Estados Unidos, Israel e seus aliados. O porta-voz do comando militar iraniano, Ebrahim Zolfaqari, afirmou que qualquer navio com destino a esses países será considerado um alvo legítimo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou o aumento dos preços do petróleo como uma “questão de guerra” e afirmou que os mercados financeiros devem “voltar ao normal” em breve. O Exército dos Estados Unidos está buscando neutralizar a ameaça ao tráfego marítimo no estreito e advertiu os civis iranianos a evitarem os portos ao longo do estreito.

Enquanto isso, a Arábia Saudita está aumentando o fluxo de petróleo através de sua rede de oleodutos Leste-Oeste, permitindo que os embarques evitem o estreito. O diretor-executivo da Aramco, Amin Nasser, confirmou que estão operando na capacidade máxima de aproximadamente 7 milhões de barris diários. No entanto, mesmo com essa operação, os oleodutos não conseguem transportar a quantidade total que normalmente passa pelo Estreito de Ormuz.

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