Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
  • Cotidiano
  • Política
  • Economia
  • Mundo
  • Esporte
  • Cultura
  • Opinião
Procurar
  • Anuncie
  • Expediente
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Albânia propõe criação de microestado islâmico em Tirana
Compartilhar
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
  • Política
  • Cotidiano
  • Economia
  • Mundo
  • Esporte
  • Cultura
  • Opinião
Procurar
  • Home
    • Política
    • Cotidiano
    • Economia
    • Mundo
    • Esporte
    • Cultura
    • Opinião
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Expediente
Have an existing account? Sign In
Follow US
  • Anuncie
  • Expediente
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Política

Albânia propõe criação de microestado islâmico em Tirana

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 15:45
Amanda Rocha
Compartilhar
Tempo: 4 min.
Compartilhar

A Albânia está discutindo um projeto que pode mudar o mapa da Europa: a criação de um microestado islâmico na capital, Tirana. A proposta foi apresentada em 2024 pelo primeiro-ministro Edi Rama e visa transformar a sede mundial da Ordem Bektashi em um território soberano, semelhante ao papel do Vaticano para a Igreja Católica.

Se concretizada, a nova nação poderá ser a menor do mundo, com cerca de 100 mil metros quadrados, o que equivale a aproximadamente cinco quarteirões de Nova York. Isso a tornaria significativamente menor que o Vaticano, que possui cerca de 440 mil metros quadrados.

Nos planos do governo albanês, o microestado permitiria práticas que são incomuns para um território baseado nos ensinamentos do profeta Maomé, como o consumo de álcool, liberdade de vestimenta para mulheres e a ausência de regras rígidas de estilo de vida. Embora a proposta tenha sido anunciada há dois anos, ainda não foi submetida à votação no Parlamento e permanece em fase de elaboração legislativa.

Durante um discurso na Assembleia Geral da ONU em 2024, Edi Rama declarou que o chamado Estado Soberano da Ordem Bektashi pretende se tornar “um centro de moderação, tolerância e coexistência pacífica”. A liderança política e espiritual do microestado ficaria sob a responsabilidade de Edmond Brahimaj, conhecido como Baba Mondi, atual chefe mundial da corrente islâmica.

- Publicidade -
Ad imageAd image

O território não teria exército, polícia nem sistema de impostos, funcionando essencialmente como um centro religioso autônomo. A iniciativa também busca reforçar a imagem da Albânia como um país que valoriza a convivência entre diferentes religiões. Apesar de ter uma maioria muçulmana, a Albânia apresenta uma vida social amplamente liberal e destaca sua diversidade religiosa como parte de sua identidade nacional.

Entretanto, a proposta enfrenta obstáculos. Ao contrário do catolicismo, o Islã não possui um chefe mundial que represente toda a religião, como o Papa. As interpretações mais flexíveis da fé, que permitem práticas incomuns em comparação com correntes mais conservadoras do islamismo, devem-se principalmente à Ordem Bektashi, uma corrente sufi do islamismo fundada no século XIII no antigo Império Otomano. A sede mundial da ordem foi transferida para a Albânia em 1929, após a proibição de confrarias religiosas pelo governo secular da Turquia.

Atualmente, os Bektashi representam cerca de 10% da população muçulmana da Albânia e também estão presentes em países como Kosovo, Macedônia do Norte e Turquia. Apesar da narrativa de promoção da tolerância religiosa, a proposta não é consenso dentro do país. A Comunidade Muçulmana da Albânia manifestou, em 2024, que a criação de um Estado religioso poderia estabelecer um precedente perigoso.

A instituição também afirmou que não foi consultada antes da divulgação do projeto e defendeu que um debate desse tipo deveria ocorrer no âmbito do conselho inter-religioso do país. Especialistas expressaram preocupação de que a iniciativa possa levar a Albânia a ser rotulada internacionalmente como um “Estado islâmico”.

TAGGED:AlbâniaBaba MondiComunidade Muçulmana da AlbâniaEdi RamaEdmond BrahimajIslamismoMundoOrdem BektashireligiãoTirana
Compartilhe esta notícia
Facebook Whatsapp Whatsapp Telegram Copiar Link Print
Notícia Anterior Dua Lipa usa vestido Bottega Veneta em festa de casamento
Próximo notícia sitemap.xml
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta

Username or Email Address
Password

Lost your password?