Ad imageAd image

Alckmin anuncia negociações avançadas entre Brasil e África do Sul para acordo de cooperação

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou nesta segunda-feira (9) que Brasil e África do Sul estão em negociações avançadas para um acordo de cooperação. O objetivo é integrar cadeias produtivas dos dois países em setores estratégicos e facilitar investimentos.

Alckmin fez o anúncio durante a abertura do Fórum Empresarial Brasil-África do Sul, que ocorre em razão da visita de Estado do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, ao Brasil. Ele destacou os investimentos mútuos entre os dois países e mencionou a presença de empresas brasileiras como Petrobras, JBS, BRF, Tramontina, Marcopolo e WEG na África do Sul.

O vice-presidente também ressaltou que o capital sul-africano tem contribuído em setores como mineração, infraestrutura, transporte e fábricas. “Somos duas nações com capacidade tecnológica reconhecida”, afirmou Alckmin. Ele observou que o intercâmbio comercial ainda é modesto, mas que no ano passado houve um aumento de 11,6% na corrente de comércio em comparação a 2024.

Alckmin mencionou a possibilidade de avançar na revisão do acordo de comércio preferencial entre o Mercosul e a União Aduaneira da África Austral. “Menos de 10% do nosso comércio é beneficiado pelas preferências tarifárias do acordo. Queremos ampliar as linhas tarifárias”, completou.

Ele também lembrou que a África do Sul possui a maior frota de jatos da Embraer no continente africano e que, no ano passado, a Embraer firmou um acordo de cooperação com a estatal sul-africana, abrindo caminho para uma parceria industrial.

“O governo brasileiro está pronto para apoiar uma proposta que contém financiamento e cooperação industrial. Energia e minerais críticos, transições aceleradas nas áreas digital e energética oferecem um leque abrangente de oportunidades”, prosseguiu Alckmin.

No setor do agronegócio, o vice-presidente afirmou que há espaço para fortalecer as cadeias de valor agroalimentares. “A segurança alimentar é o eixo central da nossa parceria. Queremos contribuir de forma concreta para a segurança alimentar e para a geração de renda e inclusão dos dois lados do Atlântico.”

Compartilhe esta notícia