Aldo Rebelo se apresenta como alternativa à polarização política

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O jornalista Aldo Rebelo anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República, buscando se posicionar como uma alternativa à polarização política entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Rebelo, que já foi um dos principais quadros da esquerda brasileira, agora é filiado ao Democracia Cristã, antigo PSDC de José Maria Eymael.

Rebelo, que foi presidente da Câmara dos Deputados e chefiou várias pastas durante os governos do PT, se afastou dos antigos aliados e assumiu uma secretaria na gestão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, reeleito com apoio de Bolsonaro. Ele acredita que a divisão política é cada vez mais rejeitada pela população.

“Quero ser uma alternativa à divisão artificial do país, que é cada vez mais rejeitada”, afirmou. Ele destacou que problemas como violência e custo de vida afetam a todos, independentemente de suas preferências políticas. “Se os problemas são comuns, por que a solução não pode ser também?”, questionou.

Rebelo também mencionou que, nas últimas eleições, muitos candidatos que não se encaixavam na polarização foram eleitos, indicando que a população está aberta a novas alternativas. Ele criticou a atual agenda econômica do governo Lula, que, segundo ele, se resume a aumentar impostos e despesas.

“Aumentar imposto é o caminho do fracasso”, disse Rebelo, defendendo a redução da carga tributária como forma de ampliar a base de arrecadação. Ele argumentou que o Brasil precisa de um ajuste fiscal que remova obstáculos para investimentos e crescimento.

O ex-jornalista também criticou a atuação de ONGs e a interdição institucional que, segundo ele, impede o desenvolvimento do país. “O problema do Brasil não é falta de recursos, mas a interdição institucional promovida pelas corporações que administram o país”, afirmou.

Rebelo também se posicionou sobre a política externa brasileira, criticando a indiferença em relação aos Estados Unidos e a hostilidade em relação a outros países. Ele acredita que a esquerda está perdendo contato com o sentimento popular e se tornando uma classe média acadêmica, distanciando-se das necessidades da população.

““Uma parte da esquerda no Brasil acha que a família é uma instituição conservadora. É um erro grave. Para os pobres, a família é o Estado de bem-estar social, é uma proteção social”, disse.”

Compartilhe esta notícia