Ad imageAd image

Alemanha retira funcionários da embaixada no Iraque devido a riscos de segurança

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Alemanha retirou temporariamente funcionários de sua embaixada em Bagdá, no Iraque, na noite de segunda-feira (9), devido aos elevados riscos de segurança em meio ao conflito no Oriente Médio.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou: “O pessoal da embaixada alemã em Bagdá foi temporariamente realocado do Iraque devido à situação de ameaça”, acrescentando que a segurança da equipe está sendo avaliada continuamente.

A embaixada permanece acessível, embora seus serviços jurídicos e consulares já estivessem bastante limitados devido à situação de segurança.

O ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, discutiu a situação regional com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Ambos condenaram os “ataques indiscriminados” do Irã contra países da região e instaram Teerã a interrompê-los.

O conflito no Oriente Médio teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os Estados Unidos e Israel resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas.

Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano atacou países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, apoiado pelo Irã, atacou Israel em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel respondeu com ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.

Após a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump expressou descontentamento com a escolha de Mojtaba, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que ele seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

Compartilhe esta notícia