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Internacional

Alta do petróleo mobiliza potências do G7 em meio à guerra no Irã

Amanda Rocha
Última atualização: 9 de março de 2026 17:00
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
Alta do petróleo mobiliza potências do G7 em meio à guerra no Irã
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O aumento do preço do barril de petróleo mobilizou as potências ocidentais do G7, que se reuniram nesta segunda-feira (9) para discutir medidas contra a disparada dos preços no mercado mundial. O barril chegou a quase US$ 120, o maior valor desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022.

As potências decidiram não liberar as reservas de emergência para forçar a queda dos preços. O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, onde transitam cerca de 25% do petróleo mundial, abalou os mercados financeiros, resultando em quedas nas bolsas ao redor do mundo.

Os ministros das finanças do G7, que inclui França, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Canadá e Reino Unido, discutiram a liberação de reservas estimadas em 1,2 bilhão de barris de petróleo. O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou: “Além dos desafios da travessia do Estreito de Ormuz, uma parcela substancial da produção de petróleo foi reduzida. Isso está criando riscos significativos e crescentes para o mercado”.

A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, destacou que o mercado projetava, para 2026, um preço médio em torno dos US$ 70 o barril. “Os mais impactados imediatamente devem ser, nessa ordem, Ásia e Europa. Se o conflito se mantiver, a tendência é que haja um impacto global de maiores repercussões”, comentou.

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A AIE estima que 80% do petróleo que transitou pelo Estreito de Ormuz, em 2025, foi com destino à Ásia. Ticiana Álvares acrescentou que a Petrobras pode se beneficiar como alternativa à queda da oferta do óleo do Oriente Médio, prevendo que a China pode “segurar” o não fornecimento do Irã por cerca de dois meses.

Apesar dos riscos para o mercado global, os países do G7 decidiram não liberar, por enquanto, os estoques de emergência. O ministro da Economia francês, Rolando Lescure, afirmou: “Ainda não chegamos lá [na liberação das reservas]. O que acordamos foi usar todas as ferramentas necessárias, se preciso for, para estabilizar o mercado”.

Autoridades iranianas responsabilizam os EUA e Israel pela alta dos preços, conforme afirmou o presidente do Legislativo, Mohammad Bagher Ghalibaf. “O impacto econômico dessa guerra será vasto e duradouro. O preço do petróleo pode permanecer acima de US$ 100 por algum tempo”, comentou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a subida do valor do barril de petróleo é um preço “muito pequeno” a se pagar “pela segurança e paz dos EUA e do mundo”. Ele acredita que os preços cairão assim que a “ameaça” do Irã for eliminada.

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou o envio de uma dúzia de navios de guerra e um porta-aviões para o Mar Vermelho, buscando garantir “a livre navegação e segurança marítima” perto do Estreito de Ormuz. O chanceler alemão, Friedrich Merz, expressou preocupação com o aumento do preço da energia, estudando a regulação mais rigorosa para empresas petrolíferas.

Embora a Petrobras possa se beneficiar da queda na oferta de petróleo do Oriente Médio, o Brasil pode enfrentar inflação global ou recessão mundial se a guerra se prolongar. Ticiana Álvares ponderou que a Petrobras tem condições de amortecer o impacto do aumento dos preços dos combustíveis, mas alertou que o Brasil é importador de produtos derivados do petróleo.

TAGGED:Agência Internacional de EnergiaAtaque no Irãconflito no Oriente MédioDonald TrumpEmmanuel MacronEstreito de OrmuzFatih BirolFriedrich MerzG7Instituto de Estudos Estratégicos em PetróleoMohammad-Bagher GhalibafPetróleoTiciana Álvares
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