Alta do petróleo impulsiona preços das commodities agrícolas em Nova York

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A alta do petróleo impulsionou os preços das commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York nesta sexta-feira, 6 de março de 2026. O preço do petróleo WTI subiu mais de 11% no dia, atingindo o maior patamar em cerca de dois anos. Esse movimento trouxe volatilidade e suporte para os mercados futuros.

A escalada da guerra no Irã levou investidores a recompor posições no mercado futuro, com destaque para a cobertura de posições vendidas principalmente nos contratos de cacau e açúcar. Segundo análise do Barchart, as preocupações com possíveis impactos logísticos devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio global, também influenciaram o mercado.

Na bolsa de Nova York, os contratos futuros do açúcar com vencimento em maio encerraram o dia cotados a US$ 14,10 centavos por libra-peso, com alta de 2,77%. A valorização do petróleo tende a fortalecer os preços do etanol, o que pode levar usinas a destinar maior volume de cana-de-açúcar para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar no mercado internacional.

Os preços do cacau também registraram forte alta. O contrato para entrega em maio fechou cotado a US$ 3.230 por tonelada, com avanço de 5,73%. As cotações atingiram o maior nível em cerca de uma semana e meia, sustentadas pelas preocupações com o comércio marítimo e os custos elevados de frete, seguros e combustível.

No mercado do café, o contrato futuro do café arábica para maio terminou o dia cotado a US$ 2,933 por libra-peso, com alta de 1,56%. O mercado reagiu aos dados de exportação do Brasil, que indicaram que as exportações de café em fevereiro somaram 142 mil toneladas, uma queda de 17,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os preços do algodão tiveram leve variação positiva, com o contrato com vencimento em maio fechando a US$ 64,04 por libra-peso, uma queda de 0,19%. Por outro lado, o suco de laranja registrou forte baixa, com o contrato futuro para maio encerrando o pregão em US$ 1.802,50 por tonelada, um recuo de 4,93%.

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