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Alta do petróleo leva países da Ásia e Europa a adotarem planos de emergência

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Os preços do petróleo dispararam, levando os mercados de ações a recuarem. O temor é que a escalada da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã pressione o fornecimento de energia e prejudique os setores industriais globalmente.

Na Coreia do Sul, o presidente Lee Jae Myung anunciou que o país estabelecerá um teto para os preços dos combustíveis domésticos pela primeira vez em quase 30 anos. Ele também mencionou a busca por fontes de energia alternativas aos suprimentos do Estreito de Ormuz e a possibilidade de expandir um programa de estabilização de mercado de 100 trilhões de wons (cerca de US$ 67 bilhões).

O governo japonês, por sua vez, instruiu um local de armazenamento da reserva nacional de petróleo a se preparar para uma possível liberação de petróleo bruto. O membro do partido de oposição Akira Nagatsuma informou que os detalhes sobre o momento da liberação ainda não estão claros.

No Vietnã, o governo planeja remover as tarifas de importação de combustíveis para garantir o abastecimento em meio a interrupções, com a medida prevista para durar até o final de abril.

A Indonésia aumentará o valor destinado a subsídios de combustível no orçamento, com um total de 381,3 trilhões de rupias (aproximadamente US$ 22,5 bilhões) alocados para compensar a empresa estatal Pertamina e a empresa de serviços públicos PLN. Além disso, a Indonésia pode retomar um plano para lançar o B50, uma mistura de 50% de biodiesel à base de óleo de palma e 50% de diesel convencional.

A China solicitou que as refinarias suspendam a assinatura de novos contratos de exportação de combustível e tentem cancelar remessas já comprometidas, exceto para reabastecimento de combustível de aviação para voos internacionais e suprimentos para Hong Kong ou Macau.

Em Bangladesh, todas as universidades fecharão a partir desta segunda-feira (9) em antecipação aos feriados do Eid al-Fitr, como parte das medidas emergenciais para economizar eletricidade e combustível. O país, que depende de importações para 95% de suas necessidades energéticas, impôs limites diários às vendas de combustível na última sexta-feira (6).

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