Alumínio se destaca como commodity em meio ao conflito no Irã

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O conflito no Irã está gerando impactos nos mercados globais, e o alumínio se destaca como a commodity da vez, segundo o JP Morgan. O banco aponta que, apesar da atenção voltada ao petróleo e ao ouro, o alumínio é uma das principais apostas para investidores em meio às tensões.

O Oriente Médio é responsável por cerca de 10% da produção de alumínio refinado do mundo, com grandes fundições localizadas em países como Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos. A Aluminium Bahrain (Alba) e a Qatar Aluminium Manufacturing Company, duas das maiores fundições globais, já informaram que não conseguirão honrar alguns contratos devido à dependência do Estreito de Ormuz para exportação do metal e importação de matérias-primas.

Esse cenário pode levar a uma redução na oferta global de alumínio, que já enfrenta estoques baixos e um mercado com oferta apertada. Gregory Shearer, chefe de estratégia para metais básicos e preciosos do JP Morgan, afirmou que, caso haja uma interrupção significativa no fornecimento da região, os preços do alumínio poderiam subir rapidamente para perto de US$ 4.000 por tonelada, representando uma alta considerável em relação aos níveis recentes.

Além disso, o programa e a newsletter Resenha do Dinheiro abordarão esses e outros temas econômicos, visando manter os investidores informados e auxiliá-los na tomada de decisões no mercado. O programa, apresentado por Bernardo Pascowitch, busca traduzir os principais temas da economia de forma acessível e vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube.

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