Ameaça no Estreito de Ormuz continua, aponta agência marítima do Reino Unido

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O Estreito de Ormuz permanece sob ameaça “crítica”, segundo as Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido. Apesar de não haver relatos de incidentes nos últimos três dias, a situação continua preocupante.

Desde o início da guerra, há três semanas, pelo menos 20 embarcações foram atacadas no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã. A agência destacou que “o ambiente geral de ameaça marítima permanece em nível crítico devido aos padrões recentes de ataques, à contínua interferência na navegação e à persistente interrupção operacional, incluindo as instalações portuárias, em toda a região.”

No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou a vários países, como China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido, que se unissem em um “esforço conjunto” para reabrir o Estreito de Ormuz, que é vital para as exportações de cerca de um quinto do petróleo mundial.

A passagem marítima está bloqueada pelo Irã em retaliação à guerra. A Austrália, por sua vez, já informou que não enviará um navio ao Estreito de Ormuz, conforme apelos do presidente Trump. A ministra dos Transportes da Austrália, Catherine King, declarou à emissora pública ABC que o país não foi solicitado a enviar um navio ao estreito, que está efetivamente fechado pelo Irã desde o início da guerra, há mais de duas semanas.

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“Fomos muito claros sobre qual é a nossa contribuição em relação aos pedidos, e até agora, essa contribuição é para os Emirados Árabes Unidos – fornecendo aeronaves para auxiliar na defesa, especialmente considerando o número de australianos que estão naquela região – mas não enviaremos um navio ao Estreito de Ormuz”, afirmou King à ABC.

O Estreito de Ormuz é considerado uma rota crucial para a economia global, sendo fundamental para o transporte de petróleo.

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