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Análise aponta subestimação mútua entre Lula e Flávio Bolsonaro

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (7) traz um alerta para o presidente Lula (PT), especialmente em relação à aprovação do atual governo.

Segundo análise do âncora Gustavo Uribe, tanto o lado petista quanto o de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão cometendo erros estratégicos ao subestimar seus adversários.

Uribe afirma que Lula teria errado ao minimizar o potencial eleitoral do senador, acreditando que a situação jurídica de Jair Bolsonaro diminuiria seu capital político.

Por outro lado, Flávio Bolsonaro estaria equivocado ao subestimar a capacidade do petista de reverter cenários desfavoráveis durante o período eleitoral.

O cenário atual coloca Lula diante de um desafio claro. Para garantir sucesso eleitoral, o petista precisa demonstrar que seu mandato não será apenas uma repetição de experiências anteriores. “Lula precisa provar para o eleitor que tem mais o que entregar e passar dos 33%”, destacou Uribe.

Com 33% de aprovação, o presidente se encontra em um patamar considerado decisivo na história eleitoral brasileira desde a redemocratização. Uribe relembra que esse percentual é historicamente significativo: todo líder político que manteve aprovação acima de 33% conseguiu se reeleger ou fazer seu sucessor, enquanto aqueles com índices inferiores foram derrotados nas urnas.

Do outro lado do espectro político, Flávio Bolsonaro aparece como beneficiário direto da transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro. “A gente vê Flávio com um patamar que nem Tarcísio de Freitas, nem Ratinho Júnior conseguiria chegar nessa altura do campeonato”, observou Uribe.

No entanto, ele relembra que o PT tem atacado pouco Flávio Bolsonaro, com Lula ignorando seu oponente em diversos momentos. “A avaliação é de que a máquina de moer gente do PT precisa começar a atuar”, afirmou.

Uribe citou o exemplo de 2014, quando a atual ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, liderava as pesquisas, mas acabou superada após intensa campanha negativa nos meios de comunicação, resultando na reeleição de Dilma Rousseff (PT).

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