Animais do Pantanal em destaque na COP15 em Campo Grande

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Entre os dias 23 e 29 de março, a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15/CMS) será realizada em Campo Grande. O evento reunirá representantes de mais de 130 países para discutir ações de proteção de animais que se deslocam entre diferentes regiões do planeta.

A escolha de Campo Grande como sede está diretamente relacionada ao Pantanal, a maior área úmida continental do mundo, que serve como rota para diversas espécies migratórias. Entre as espécies que ocorrem em Mato Grosso do Sul e que estão na lista da conferência, destacam-se a onça-pintada, o morcego-de-cauda-livre-brasileiro, o caboclinho-de-sobre-ferrugem, a tesoura-do-campo, o galito e a veste-amarela.

A onça-pintada (Panthera onca) é um símbolo do Pantanal e é uma das espécies incluídas nos anexos da convenção internacional. Este felino realiza grandes deslocamentos em busca de território e alimento, caracterizando seu comportamento migratório em escala regional. O Pantanal abriga algumas das maiores onças-pintadas do mundo, e encontros com esses animais são comuns em rodovias da região.

Outro destaque é o morcego-de-cauda-livre-brasileiro (Tadarida brasiliensis), conhecido por formar grandes colônias e percorrer longas distâncias. Esta espécie, que pesa apenas 12 gramas, é a mais veloz do mundo, alcançando até 160 km/h em voo reto.

- Publicidade -

Entre as aves do Pantanal, várias espécies dependem de ambientes preservados para completar seus ciclos migratórios. O caboclinho-de-sobre-ferrugem (Sporophila hypochroma), a tesoura-do-campo (Alectrurus risora), o galito (Alectrurus tricolor) e a veste-amarela (Xanthopsar flavus) são exemplos de aves que habitam a região.

O Pantanal abriga mais de 650 espécies de aves e está na rota de cerca de 180 espécies migratórias. Durante esses deslocamentos, os animais utilizam a região para se alimentar, descansar ou se reproduzir antes de seguir viagem para outros países da América do Sul.

A proteção dessas espécies depende da conservação de habitats em vários países. Encontros como a COP15 buscam acordos internacionais para garantir que esses animais continuem circulando e cumprindo seu papel ecológico, além de impulsionar atividades como o ecoturismo.

O presidente da COP15, João Paulo Capobianco, afirmou que Campo Grande foi escolhida por ser “ambientalmente favorável”, com parques e planejamento urbano interessante. Ele destacou a importância do Pantanal, que é compartilhado por Brasil, Bolívia e Paraguai, e possui uma biodiversidade impressionante.

Compartilhe esta notícia