Os preços da gasolina e do diesel comum aumentaram pela segunda semana consecutiva nos postos do Brasil, conforme dados divulgados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta sexta-feira, 13 de março de 2026.
O preço médio da gasolina subiu 2,54% na semana, passando de R$ 6,30 para R$ 6,46 o litro. A alta do diesel comum foi ainda mais acentuada, com um aumento de 11,84%, elevando o valor do litro de R$ 6,08 para R$ 6,80 na revenda.
A Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,38 no preço do diesel A para as distribuidoras, que entrará em vigor a partir deste sábado, 14 de março. Com isso, o preço médio do diesel A praticado pela companhia para as distribuidoras será de R$ 3,65 por litro, enquanto a participação da Petrobras no preço do diesel B comercializado nos postos será, em média, de R$ 3,10.
A decisão da Petrobras foi tomada um dia após o governo anunciar medidas para evitar o aumento dos preços dos combustíveis. Na quinta-feira, 12 de março, o presidente Lula zerou a cobrança de PIS e Cofins sobre o diesel. Segundo a estatal, sem essa medida do governo, o repasse do diesel seria de R$ 0,70.
A Petrobras também mencionou que irá aderir ao programa de subsídios e que o impacto do aumento às distribuidoras será mitigado pela desoneração dos tributos federais. O preço médio do diesel da companhia estava 72% abaixo da paridade de importação na quinta-feira, com uma diferença de R$ 2,34 o litro, segundo cálculos da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).
A defasagem significativa ocorreu após o preço do petróleo Brent, referência internacional, ter subido de cerca de US$ 70 o barril, no final de fevereiro, para aproximadamente US$ 100 o barril. O último ajuste de preços da Petrobras para as distribuidoras foi uma redução em maio de 2025, e o último aumento ocorreu em fevereiro de 2025.


