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Anvisa toma medidas contra farmácias de manipulação por irregularidades

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou na sexta-feira, 6 de março de 2026, uma série de medidas contra farmácias de manipulação suspeitas de descumprir regras sanitárias.

As investigações incluem a divulgação irregular de medicamentos manipulados de forma padronizada, prática proibida pelas normas sanitárias, e falhas no controle de qualidade e na manipulação de formulações estéreis. As ações atingem quatro empresas do setor.

Uma das ações foi direcionada à Nanofármacos Manipulação Farmacêutica, que teve proibida a propaganda do produto Tadalafila 10 mg em gotas. Segundo a Anvisa, o medicamento vinha sendo divulgado e produzido por meio de manipulação padronizada, e não individualizada para cada paciente.

““Esse tipo de prática contraria as chamadas Boas Práticas de Manipulação previstas na RDC nº 67/2007, que determina que medicamentos manipulados devem ser preparados a partir de prescrição individual e não produzidos em escala.””

A Farmácia Homeopática Homeocenter também foi alvo das medidas. A Anvisa proibiu a propaganda de todos os medicamentos manipulados divulgados pela empresa. A fiscalização constatou que o site oficial da farmácia apresentava produtos manipulados de maneira padronizada, como se fossem itens disponíveis para qualquer consumidor, sem relação com uma prescrição individual.

A Octalab Farmácia de Manipulação teve todos os lotes de tirzepatida manipulados apreendidos. A Anvisa determinou a suspensão da manipulação, comercialização, divulgação e uso do produto. A inspeção identificou diversas irregularidades, incluindo a manipulação do medicamento em escala, substituição de medicamento industrializado, falhas no controle ambiental na área de recebimento de matérias-primas, ausência de um sistema adequado de controle de qualidade, definição de prazo de validade sem avaliação físico-química e falhas na qualificação de fornecedores.

A PL Farmácia de Manipulação LTDA também foi alvo de medidas. A Anvisa determinou a suspensão da comercialização, propaganda e uso de medicamentos manipulados pela empresa até 7 de novembro de 2025, com apreensão desses produtos. A ação foi motivada pelo descumprimento de normas previstas tanto na RDC nº 67/2007 quanto na RDC nº 430/2020, que estabelece regras para controle de qualidade e segurança na produção desses medicamentos.

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