Um apagão deixou grande parte de Cuba sem energia elétrica nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, incluindo a capital Havana. A interrupção ocorreu após uma falha inesperada na maior usina termelétrica do país, a Antonio Guiteras, localizada no leste de Matanzas, conforme informou a estatal de energia elétrica.
A União Elétrica de Cuba (UNE) relatou que a interrupção foi causada por falhas nas subestações. O fornecimento de energia foi afetado em uma faixa que vai de Pinar del Río, no extremo oeste, até Camagüey, no centro-leste do país, resultando em milhões de residências, estabelecimentos comerciais e serviços essenciais sem luz.
O apagão ocorre em um contexto de crescente pressão dos Estados Unidos sobre o governo cubano. O governo de Cuba atribui sua crise econômica a décadas de sanções econômicas impostas pelos EUA. Durante o apagão, semáforos e sinais de televisão estatal foram interrompidos, e moradores relataram que muitos negócios e aparelhos ficaram sem energia.
Analistas afirmam que a recessão econômica em Havana ainda não é tão severa quanto na década de 1990, mas o impacto é mais visível devido ao baixo ponto de partida, resultado de anos de recessão, falta de investimentos e um déficit energético que já se manifestava em apagões diários e prolongados.
““Quando a União Soviética caiu, a infraestrutura de Cuba estava em condições relativamente boas. Trinta anos de subinvestimento nos trouxeram até aqui”, disse Sebastián Arcos, diretor do Instituto de Pesquisa Cubana da FIU (Universidade Internacional da Flórida).”

