O aquário de Foz do Iguaçu, localizado a cerca de 700 quilômetros do mar, utiliza sal importado de Israel para manter suas espécies marinhas. Desde sua abertura em novembro de 2025, o aquário já produziu cerca de 3,5 milhões de litros de água salgada, consumindo aproximadamente 80 toneladas de sal.
A administração do aquário informou que, apesar das tensões no Oriente Médio, a operação não foi afetada até o momento. O aquário possui planejamento de estoque e fornecedores alternativos para o sal utilizado na produção da água dos tanques.
O biólogo-chefe do aquário, Rafael Santos, explicou que o sal importado é específico para sistemas marinhos e possui composição química controlada. “Esse sal é ideal para sistemas marinhos de alto desempenho, enquanto muitos sais comuns não têm os oligoelementos e o equilíbrio químico necessário para manter a saúde e o bem-estar dos animais”, afirmou.
A água salgada é produzida a partir da mistura de água doce com o sal marinho, que é dissolvido até atingir a concentração adequada. O processo inclui tratamento e filtragem da água, seguido pela salinização, que garante a composição semelhante à água do mar natural. O monitoramento rigoroso dos parâmetros da água é fundamental para a sobrevivência das espécies.
O aquário abriga cerca de 120 espécies marinhas e possui 28 recintos com água doce e salgada, totalizando aproximadamente 3,3 milhões de litros de água. O maior tanque, com cerca de 2 milhões de litros, é equipado com grandes painéis de acrílico que permitem a observação das espécies pelos visitantes.
A manutenção dos tanques é realizada diariamente por tratadores, que cuidam da limpeza e alimentação dos animais. A produção de água salgada artificial permite ao aquário manter espécies típicas do oceano, mesmo estando localizado no interior do Paraná, longe do litoral.
Além de ser uma atração turística, o aquário também se dedica à educação ambiental, pesquisa científica e conservação da biodiversidade aquática.


