A Arábia Saudita começou a desviar suas exportações de petróleo do Golfo Pérsico para o Mar Vermelho, buscando evitar ataques iranianos contra embarcações no Estreito de Ormuz. No entanto, o novo caminho também apresenta riscos para os sauditas.
O Estreito de Bab el-Mandeb, que conecta o Mar Vermelho às rotas marítimas rumo à Ásia, é uma área de conflito, especialmente devido à guerra civil no Iêmen, que dura desde 2014. Os houthis, um dos lados em conflito, se opõem à influência saudita na região e à presença militar americana.
Os houthis, que têm laços com o regime iraniano e compartilham uma base religiosa xiita, realizaram uma série de ataques a embarcações entre 2023 e 2025, alegando vínculos com Israel. Esses ataques diminuíram em 2024, após uma coligação liderada pelos EUA começar a patrulhar a região.
No final de 2025, os incidentes quase cessaram, em meio a negociações para um cessar-fogo entre o Hamas e Israel. Contudo, os houthis não anunciaram oficialmente uma suspensão de suas ações.
““O objetivo deles (EUA e Israel) era permitir que o inimigo israelense dominasse a região”, declarou Abdul Malik, líder dos houthis.”
Recentemente, Mojtaba Khamanei, novo líder supremo do Irã, agradeceu o apoio de grupos aliados no Oriente Médio e afirmou que os ataques a bases militares americanas continuarão. Ele também mencionou a possibilidade de abrir novos fronts no conflito.
O CEO da Maersk, Vincent Clerc, expressou preocupação com a situação, afirmando que o comércio marítimo global está em território desconhecido devido à guerra envolvendo o Irã.
A Arábia Saudita, que busca derrubar os houthis em Sanaã, apoia um governo liderado por Rashad al-Alimi, reconhecido pela ONU. O Iêmen se unificou em 1990, mas desde então, diversas forças internas e externas disputam o controle do país.


