A Arábia Saudita declarou que “reservou-se o direito de tomar medidas militares” contra o Irã, se necessário. A afirmação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Príncipe Faisal bin Farhan, durante uma coletiva de imprensa na noite de quarta-feira, 18 de março de 2026, horário de Brasília.
A declaração ocorreu após uma reunião com ministros das Relações Exteriores árabes e islâmicos, onde foram discutidos os recentes ataques iranianos na região. “A mensagem do Irã hoje foi bastante clara… O ataque a Riad, enquanto vários diplomatas estavam reunidos, não me parece uma coincidência”, afirmou bin Farhan, referindo-se a mísseis balísticos interceptados sobre a capital saudita.
O chanceler destacou que o Irã não acredita em dialogar com seus vizinhos e tenta pressioná-los. “O que posso afirmar categoricamente é que isso não vai funcionar”, disse. Ele acrescentou que a Arábia Saudita “não vai ceder à pressão” e que essa pressão “se voltará contra ele”.
Bin Farhan reiterou que a Arábia Saudita “reservou-se o direito de tomar medidas militares, se as considerarmos necessárias” e que, se chegar a esse ponto, a liderança do Reino tomará a decisão necessária. “Não hesitaremos em proteger nosso país e nossos recursos econômicos”, completou.
Na mesma data, o Irã voltou sua atenção para os ataques a instalações de energia na região, acusando os EUA e Israel de alvejar instalações de petróleo e gás, incluindo o campo de gás natural de South Pars. O chanceler saudita também mencionou que duas refinarias em Riad “foram atacadas” e que um ataque com mísseis iranianos causou “danos extensos” na Cidade Industrial de Ras Laffan, no Catar, uma importante instalação de processamento de gás natural.
Os ataques à infraestrutura de energia no Oriente Médio resultaram em um aumento significativo nos preços globais do petróleo, que atingiram US$ 110 por barril, impactando os mercados internacionais.


