O presidente e CEO da Saudi Aramco, Amin H. Nasser, afirmou nesta terça-feira, 10, que a guerra em curso no Oriente Médio pode ser ‘catastrófica’ para o mercado de petróleo. O alerta ocorre após o preço do barril ultrapassar US$ 100 pela primeira vez em quatro anos, em meio aos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã e sua campanha retaliatória que afeta mais de dez países da região.
De acordo com Nasser, é fundamental reabrir o Estreito de Ormuz, que foi fechado na semana passada pela Guarda Revolucionária Islâmica, para evitar consequências desastrosas para a economia global. ‘Quanto mais tempo durar a perturbação, mais catastróficas serão as consequências para os mercados de petróleo e mais drásticas as consequências para a economia global’, afirmou o executivo à imprensa no 11º dia de conflito.
Ele destacou a importância do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, que é responsável por 20% do petróleo consumido no mundo. Os preços do petróleo oscilaram consideravelmente devido às interrupções no abastecimento, com uma alta de 30% na segunda-feira, seguida de uma queda após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a guerra poderia terminar ‘muito em breve’.
Nasser também mencionou que a interrupção provocou uma grave reação em cadeia, afetando não apenas o transporte marítimo e os seguros, mas também impactando a aviação, a agricultura, a indústria automobilística e outros setores. ‘Embora já tenhamos sofrido interrupções no passado, esta é, de longe, a maior crise enfrentada pela indústria de petróleo e gás da região’, completou.
A Aramco reportou uma queda de 12,1% no lucro líquido em 2025, com um faturamento de US$ 93,38 bilhões (cerca de R$ 488 bilhões), em comparação aos US$ 106,24 bilhões (R$ 555 bilhões) do ano anterior. Apesar dos comentários de Trump, o ministro das Relações Exteriores iraniano declarou que o país lutará ‘pelo tempo que for necessário’, enquanto a Guarda Revolucionária Islâmica prometeu que não permitirá a exportação de ‘nenhuma gota de petróleo’ da região do Golfo.


