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Argentina se dispõe a enviar militares ao Oriente Médio se EUA solicitarem

Amanda Rocha
Última atualização: 19 de março de 2026 23:43
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
Argentina se dispõe a enviar militares ao Oriente Médio se EUA solicitarem
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O governo da Argentina declarou que está disposto a enviar militares para a guerra no Oriente Médio, caso os Estados Unidos (EUA) façam essa solicitação. O porta-voz do governo argentino, Javier Lanari, afirmou em entrevista ao jornal espanhol El Mundo que “se os Estados Unidos solicitarem, sim. Qualquer assistência que eles considerem necessária será fornecida”.

Lanari não confirmou se os EUA já pediram ajuda. Desde que assumiu a presidência, Javier Milei tem demonstrado apoio irrestrito a Israel e aos EUA, adotando políticas alinhadas a Washington, como a saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a promessa de transferir a embaixada argentina de Tel Aviv para Jerusalém.

O status de Jerusalém é disputado, com os palestinos reivindicando Jerusalém Oriental como sua futura capital. Milei também expressou apoio a ações contra o Irã, considerando o país um “inimigo” e acusando Teerã pelo atentado a bomba contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em 1994, o que o Irã sempre negou.

A postura de Milei em relação ao Irã gerou reações, incluindo um editorial do Tehran Times, que criticou a posição do governo argentino e alertou que a postura de Milei poderia sacrificar os interesses nacionais em favor dos EUA e de Israel.

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A disposição da Argentina de enviar militares foi divulgada em meio a denúncias de corrupção envolvendo o presidente no caso da criptomoeda Libra. O jornal argentino El Destape revelou que uma análise do celular do empresário Mauricio Novelli indicaria um suposto acordo de US$ 5 milhões entre Milei e sua irmã, Karina, antes da divulgação da Libra nas redes sociais em fevereiro de 2025.

O presidente ainda não comentou as novas denúncias. O ministro da Justiça, Juan Bautista Mahiques, afirmou que seria “imprudente” acusar Milei, enquanto deputados da oposição tentam abrir uma investigação no Parlamento.

Essa não seria a primeira participação da Argentina em esforços de guerra dos EUA no Oriente Médio. Em 1991, o presidente Carlos Menem enviou navios de guerra para auxiliar no bloqueio naval durante a Guerra do Golfo. Em 1982, a Argentina se envolveu na Guerra das Malvinas, quando a ditadura militar tentou tomar o arquipélago controlado pelo Reino Unido, que resultou em apoio dos EUA ao Reino Unido e em perdas significativas para ambos os lados.

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