O governo de Donald Trump anunciou uma mudança histórica nas cédulas de dólar dos Estados Unidos. A partir de 2026, as notas passarão a exibir a assinatura do presidente em exercício, ao lado do secretário do Tesouro, Scott Bessent.
A medida foi confirmada pelo Departamento do Tesouro e coincide com as comemorações dos 250 anos de independência do país. Tradicionalmente, as cédulas americanas trazem apenas as assinaturas do secretário do Tesouro e do tesoureiro dos EUA, cargo que supervisiona a produção de moeda.
A inclusão da assinatura do presidente rompe uma prática que existe desde o século 19 e que nunca havia sido alterada, mesmo em períodos de guerra ou grandes reformas econômicas.
O governo justifica a mudança como parte das celebrações do “Semiquincentenário”, mas analistas interpretam a decisão como um gesto político de forte carga simbólica. Especialistas em política monetária destacam que a moeda busca transmitir estabilidade institucional e neutralidade, características que podem ser afetadas pela inclusão da figura do chefe do Executivo.
A iniciativa ocorre em um contexto de centralização de poder e personalização política por parte de Trump, que tem sido uma marca de seu estilo desde o primeiro mandato. Críticos afirmam que a medida se aproxima de práticas comuns em regimes onde líderes estampam suas imagens em símbolos nacionais, enquanto apoiadores defendem o gesto como uma homenagem ao momento histórico.
Embora o impacto econômico direto seja considerado nulo, o efeito simbólico pode ser duradouro. O dólar americano é a principal moeda de reserva global, utilizada em transações internacionais e mantida por bancos centrais em todo o mundo.
A nova cédula deve começar a circular no segundo semestre de 2026, alinhando-se ao calendário das celebrações da independência dos Estados Unidos, que, pela primeira vez, contará com uma marca inédita na história do dinheiro americano.

