A Aston Martin pode não competir plenamente no Grande Prêmio da Austrália, que acontece no domingo (8), devido a problemas com as baterias. A preocupação foi expressa pelo chefe da equipe, Adrian Newey, nesta sexta-feira (6), que descreveu a situação como um momento em que o time se sente “impotente” e em um “lugar assustador”.
A equipe enfrenta dificuldades com a unidade de potência fornecida pela Honda. Os pilotos Fernando Alonso e Lance Stroll tiveram o número de voltas limitado por conta do risco de danos permanentes nos nervos causados por vibrações no carro. Alonso não participou do primeiro treino livre, enquanto Stroll completou apenas três voltas devido a falhas na unidade de potência. No segundo treino livre, os dois pilotos somaram 31 voltas no total, mas a participação da equipe no restante do fim de semana ainda é incerta.
Newey informou que a equipe levou quatro baterias para Melbourne, mas duas já falharam, restando apenas as que estão instaladas nos carros. “Se perdermos uma delas, obviamente será um grande problema”, afirmou. Ele destacou a necessidade de cautela no uso das baterias, considerando a taxa de falhas. A equipe já havia enfrentado um problema semelhante durante os testes de pré-temporada no Bahrein, o que agravou a escassez de dados coletados antes da abertura da temporada em Melbourne.
No campeonato passado, a Aston Martin terminou na sétima posição utilizando unidades de potência da Mercedes. A Honda, que deixou a Fórmula 1 em 2021, retornou em 2023 em parceria com a Aston Martin. Newey atribuiu os problemas atuais à falta de experiência na Honda, com apenas cerca de 30% da equipe original ainda envolvida no projeto. Ele revelou que a equipe tomou conhecimento dessa situação em novembro e que isso tem afetado todo o time.
Os mecânicos da Aston Martin trabalharam até quatro da manhã nesta sexta-feira em busca de soluções. “É uma situação em que eu me sinto um pouco impotente, porque claramente temos um problema muito significativo na unidade de potência. E a falta de voltas também significa que, ao mesmo tempo, não estamos conseguindo entender melhor o carro”, disse Newey.
Em entrevista à F1 TV, Alonso expressou desapontamento pela falta de baterias sobressalentes e pela limitação de aprendizado devido ao tempo reduzido na pista. “Isso não era necessário novamente, porque também precisamos recuperar um pouco o entendimento sobre o carro e sobre a faixa ideal de funcionamento”, declarou.

