A refinaria SAMREF da petrolífera Saudi Aramco foi alvo de um ataque aéreo na quinta-feira (19) no porto de Yanbu, na Arábia Saudita.
Uma fonte do setor informou que o impacto na estrutura foi mínimo. No mesmo dia, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã emitiu um alerta de evacuação para diversas instalações petrolíferas na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar, incluindo a SAMREF.
O porto de Yanbu, localizado no Mar Vermelho, é atualmente a única saída de exportação para o petróleo bruto dos países árabes do Golfo, uma vez que o Irã fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, onde normalmente flui um quinto do suprimento mundial de petróleo.
O conflito no Oriente Médio se intensificou desde o dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os Estados Unidos e Israel resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Autoridades de alto escalão do regime iraniano também foram mortas durante os ataques.
Os Estados Unidos alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano lançou ataques contra diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
As autoridades iranianas afirmam que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações. Desde o início do conflito, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos devido a ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas indicam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


