Um bombardeio em uma escola em Minab, no Irã, resultou na morte de 175 pessoas, incluindo dezenas de crianças. O ataque ocorreu no dia 28 de fevereiro, no primeiro dia do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. A comunidade internacional exige explicações sobre o incidente.
O embaixador do Irã na ONU, em Genebra, afirmou que 150 das vítimas eram crianças. A escola Shajareh Tayyebeh, que fazia parte de uma rede de ensino ligada à Guarda Revolucionária do Irã, estava localizada ao lado de uma base militar. Imagens de satélite mostram que a escola foi severamente danificada e que a instalação militar também foi atingida.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, o número de mortos é de 175, um total que também foi corroborado por órgãos da ONU, como o Unicef. A mídia estatal iraniana inicialmente reportou 168 mortes. As vítimas eram principalmente estudantes com idades entre 6 e 12 anos, além de funcionários da escola e pais de alunos.
Um vídeo verificado pelo jornal The New York Times sugere que um míssil Tomahawk, utilizado pelos Estados Unidos, foi responsável pelo ataque. Investigações preliminares indicam que as forças americanas podem ter sido as responsáveis pelo bombardeio, embora o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha inicialmente atribuído a culpa ao Irã.
““Seja qual for o resultado do relatório, estou disposto a aceitá-lo”, disse Trump sobre a investigação do ataque.”
O ataque gerou uma onda de críticas e pressão sobre o governo Trump, com parlamentares democratas pedindo uma investigação rigorosa. Especialistas em Direito Internacional afirmam que escolas são alvos civis protegidos e que, mesmo que o ataque seja considerado um crime de guerra, a possibilidade de punição internacional é remota, já que nem os EUA nem o Irã fazem parte do Tribunal Penal Internacional.
O ataque ocorreu por volta das 10h45, horário local. Imagens e vídeos mostram a escola em chamas e a destruição causada pelo bombardeio. A escola abrigava cerca de 260 alunos, mas não se sabe quantos estavam presentes no momento do ataque.
O corpo de um dos alunos, Mikaeil Mirdoraghi, se tornou um símbolo do ataque. Sua mãe compartilhou momentos de sua vida antes do bombardeio, incluindo uma conversa que tiveram na noite anterior.


