Ataque israelense resulta na morte do ministro da inteligência do Irã

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Um ataque aéreo israelense na madrugada desta quarta-feira (18) resultou na morte do ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib, em Teerã. Este ataque faz parte da estratégia de Israel de atingir a liderança do regime iraniano.

Khatib foi um dos responsáveis pela repressão brutal aos protestos contra o regime em 2022 e no final de 2025. A imprensa estatal iraniana também divulgou imagens do funeral de outras duas autoridades mortas em um ataque anterior, na terça-feira (17): Ali Larijani, presidente do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Gholamreza Soleimani, comandante de um braço da Guarda Revolucionária Iraniana.

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou em um comunicado que os responsáveis pelo ataque israelense “vão pagar o preço”. Desde o início da guerra, ao menos outros oito líderes de alto escalão do Irã foram mortos, incluindo o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, que foi substituído pelo filho, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

O governo israelense considera o regime dos aiatolás uma ameaça existencial, devido à retórica de eliminação do Estado de Israel. Por outro lado, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu na semana passada que os objetivos de Israel e dos EUA podem divergir.

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O governo americano tem enfatizado a necessidade de impedir o avanço do programa de mísseis e armas nucleares do Irã, citando evidências de que o país poderia em breve ter capacidade de atacar os Estados Unidos. Nesta quarta-feira (18), lideranças da inteligência americana participaram de uma audiência no Senado, onde a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, declarou que “o regime do Irã parece estar intacto, mas em grande parte enfraquecido”. Ela também mencionou que o Irã poderia desenvolver um míssil balístico intercontinental antes de 2035, se assim desejasse.

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