Ataques aéreos dos EUA resultam em mortes de combatentes no Iraque

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

As Forças de Mobilização Popular (PMF) do Iraque relataram que ataques aéreos dos Estados Unidos contra seus quartéis-generais em várias províncias resultaram na morte de pelo menos 27 combatentes e ferimentos em dezenas de outros desde 1º de março.

Em um comunicado divulgado hoje, a Comissão das FMP condenou os ataques, que classificou como “ataques aéreos pecaminosos” realizados por aviões de guerra americanos. A comissão considerou os ataques uma “transgressão flagrante” e uma grave violação da soberania do Iraque.

Os ataques atingiram instalações das PMF nas províncias de Diyala, Kirkuk, Anbar, Nínive, Salah al-Din, Wasit e Babil. Segundo o comunicado, foram realizados 32 ataques aéreos, ferindo pelo menos 50 combatentes das Forças de Mobilização Popular.

A comissão afirmou que os alvos eram instalações oficiais que operam dentro da estrutura de segurança do Iraque e em coordenação com o Comando Conjunto de Operações do Iraque. As PMF negaram que os locais estivessem envolvidos em ataques contra bases americanas no Iraque ou em outros lugares.

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A Embaixada dos EUA em Bagdá alertou que o Irã e grupos armados alinhados ao Irã no Iraque podem estar planejando ataques contra interesses americanos no país. Em um alerta de segurança emitido na quarta-feira (11), a embaixada afirmou que grupos ligados ao Irã atacaram hotéis frequentados por americanos em diferentes partes do Iraque, incluindo a região autônoma do Curdistão.

A embaixada também alertou que cidadãos americanos podem correr risco de sequestro. A polícia iraquiana informou que duas pessoas foram mortas em um novo ataque a um acampamento militar ao sul de Bagdá, que inclui unidades das PMF e da Polícia Federal, e as PMF atribuíram o ataque aos EUA e a Israel.

As PMF, lideradas por xiitas e formadas em 2014 para combater o Estado Islâmico, foram integradas às forças armadas iraquianas. Embora oficialmente subordinadas ao primeiro-ministro, muitas facções são alinhadas ao Irã e exercem significativa influência política, militar e econômica no Iraque.

O conflito entre os EUA e o Irã se intensificou desde o dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do regime iraniano também foram mortas, e os EUA alegam ter destruído dezenas de navios e alvos militares do Irã.

Em retaliação, o regime iraniano realizou ataques contra diversos países da região, incluindo o Iraque. As autoridades iranianas afirmam que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações. Desde o início do conflito, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos.

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