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Ataques do Irã no Estreito de Ormuz visam gerar instabilidade nos mercados

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Irã tem utilizado o Estreito de Ormuz como uma “arma econômica” em meio à guerra com os Estados Unidos e Israel. Nesta quarta-feira (11), o país atacou três embarcações que tentavam cruzar a região, totalizando 14 ataques desde o início do conflito.

Um dos ataques atingiu uma embarcação com bandeira tailandesa, resultando em três pessoas desaparecidas. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que o navio ignorou avisos e insistiu em uma travessia ilegal. O exército iraniano declarou que qualquer navio ligado aos Estados Unidos e a Israel será considerado um alvo legítimo.

““Nós nunca vamos permitir que nem uma mísera gota de petróleo passar pelo Estreito de Ormuz para o benefício dos Estados Unidos, ao regime sionista ou seus parceiros”, afirmou Ebrahim Zolfaqari, porta-voz das forças armadas.”

Teerã iniciou o processo de instalação de minas no estreito, embora o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) indique que o país colocou menos de dez explosivos até o momento, possuindo mais de 6 mil peças em estoque. O relatório aponta que, apesar da disposição do Irã em “minar” a região, há hesitação devido aos altos custos políticos e econômicos.

Os Estados Unidos relataram a destruição de 28 navios que estavam instalando minas na região. O presidente Donald Trump afirmou que a passagem pelo Estreito de Ormuz está segura e que as empresas devem utilizá-la normalmente.

““Olha, destruímos quase todos os seus navios que instalavam essas minas em uma noite. Mas todos os seus navios, quase toda a sua marinha, desapareceram no fundo do mar”, apontou o republicano.”

A tensão no estreito tem gerado instabilidade no mercado de petróleo, com o preço do barril do tipo Brent flutuando. Nesta quarta-feira (11), o preço ficou acima dos US$ 90, enquanto antes da guerra estava em US$ 72. Para tentar conter os preços, a AIE (Agência Internacional de Energia) anunciou a liberação de 400 milhões de barris no mercado global, a maior operação emergencial da história.

O diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, reconheceu que a medida pode não ser suficiente, especialmente dependendo da duração do conflito.

““Esta é uma ação importante que mira aliviar os impactos imediatos da disrupção nos mercados. Mas, para ser claro, o mais importante para o retorno de fluxos estáveis de petróleo e gás é a retomada do trânsito pelo Estreito de Ormuz”, afirmou.”

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