O Exército israelense atacou o centro de Beirute, no Líbano, nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, resultando em 12 mortos, incluindo um dirigente de um canal ligado ao Hezbollah. O ataque teve como alvo três bairros densamente povoados, incluindo um próximo à sede do governo.
Entre as vítimas está Mohammed Cherri, diretor de programas políticos da emissora Al-Manar, que morreu junto com sua esposa. Seus filhos e netos ficaram feridos. Um edifício no bairro de Bachoura desabou após um alerta israelense, deixando a rua coberta de destroços.
Sarah Saleh, de 29 anos, que estava abrigada em uma escola, relatou: “Eram quatro da manhã, estávamos dormindo. Saímos correndo de pijama”. Em Zokak al-Blatt, um prédio ligado ao Hezbollah foi bombardeado novamente, e moradores tentam remover os escombros.
Haidar, um comerciante de 68 anos, expressou seu medo: “Quando não há aviso, é muito difícil”. Zainab, de 65 anos, também compartilhou seu desespero: “Estamos exaustos. O bombardeio foi muito forte… a cada uma ou duas horas eles atacam algum lugar”.
O Ministério da Saúde informou que 12 pessoas morreram e 41 ficaram feridas, com restos humanos encontrados no local. Desde o início da guerra em 2 de março, os ataques já deixaram pelo menos 912 mortos, incluindo 111 crianças, e forçaram mais de um milhão de pessoas a deixar suas casas.
Em Saïda, um ataque matou duas pessoas, incluindo um socorrista. Moustapha Khairallah, um refugiado, disse: “Fui obrigado a sair”. O Exército israelense anunciou planos de atacar pontes sobre o rio Litani para interromper o apoio ao Hezbollah.
Uma ordem de evacuação em Tiro provocou pânico, com centenas de famílias fugindo para Saïda. A aviação israelense também bombardeou o leste do Líbano, resultando em mortes em Baalbek e Yohmor. O Hezbollah afirmou ter lançado uma onda de ataques contra o norte de Israel.


