Desde o início dos ataques de Israel no Líbano, ao menos 634 pessoas foram mortas e mais de 810 mil foram registradas como deslocadas, conforme informou o Ministério da Saúde libanês nesta quarta-feira, 11 de março de 2026.
O ministro da Saúde, Rakan Nassereddine, destacou que entre os mortos estão 91 crianças e que mais de 1.500 pessoas ficaram feridas. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) relatou que a ofensiva de Israel resultou na morte de mais de 10 crianças por dia.
A ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed, informou que cerca de 816 mil deslocados registraram seus nomes em um site do governo, incluindo aproximadamente 126 mil que estão em abrigos coletivos.
O Líbano se envolveu na guerra no Oriente Médio após a milícia Hezbollah, aliada ao Irã, lançar mísseis contra Israel em resposta a ataques americanos e israelenses contra Teerã. Nesta quarta-feira, Israel atacou um prédio residencial no centro de Beirute e áreas no leste e sul do Líbano, segundo a mídia estatal libanesa.
O presidente libanês, Joseph Aoun, solicitou na segunda-feira negociações diretas com Israel para encerrar o conflito com o Hezbollah. Durante uma reunião com autoridades da União Europeia, ele apresentou um plano de quatro etapas para conter as hostilidades, criticando o grupo xiita de forma mais intensa do que o habitual.
Na segunda-feira, ataques aéreos israelenses no sul do Líbano resultaram na morte de um padre no vilarejo de Qlayaa, no distrito de Marjayoun. O padre Pierre El Raii foi ferido ao tentar socorrer um fiel atingido por um ataque aéreo anterior e, após um novo bombardeio, não resistiu aos ferimentos.
““Profunda dor” expressou o papa Leão XIV em nota, referindo-se “a todas as vítimas dos bombardeios destes dias no Oriente Médio, pelos muitos inocentes, entre os quais muitas crianças, e por aqueles que lhes prestavam socorro, como o padre Pierre El Raii”.”
A organização Human Rights Watch (HRW) acusou Israel de usar munições de fósforo branco de forma ilegal em áreas residenciais no sul do Líbano. Um relatório da organização afirmou ter verificado evidências do uso da substância incendiária em 3 de março na cidade de Yohmor, com imagens mostrando projéteis de artilharia contendo fósforo branco explodindo sobre um bairro residencial.


