Na noite de segunda-feira, 16 de março de 2026, várias explosões em Maiduguri, no nordeste da Nigéria, resultaram na morte de pelo menos 23 pessoas e deixaram mais de 100 feridas, segundo informações da polícia local.
O atentado ocorreu pouco após o fim do jejum do Ramadã. O presidente Bola Tinubu anunciou que enviaria os comandantes de segurança da Nigéria ao local para “assumir o controle da situação”. “Os atos terroristas constituem as últimas tentativas desesperadas e frenéticas de criminosos e elementos terroristas que buscam semear e propagar o medo”, afirmou o presidente em comunicado.
As explosões aconteceram quase simultaneamente e miraram um mercado, a entrada do hospital universitário e as imediações de um prédio dos correios. O porta-voz da polícia, Nahum Kenneth Daso, declarou que, segundo as primeiras investigações, suspeitam de atentados suicidas. “Lamentavelmente, 23 pessoas morreram e 108 sofreram ferimentos com diversos níveis de gravidade”, acrescentou.
Um membro de uma milícia local antijihadista informou que o número de mortos pode chegar a 31. Maiduguri, com mais de um milhão de habitantes, está localizada a quase três horas de voo de Lagos e próxima das fronteiras com Chade, Camarões e Níger.
Entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira, já havia ocorrido um ataque a um posto militar nas proximidades da cidade. Fontes militares atribuíram os incidentes a militantes do Boko Haram, grupo jihadista que iniciou uma campanha em 2009 com o objetivo de estabelecer um califado na Nigéria.
Recentemente, combatentes do Boko Haram e do Estado Islâmico da Província da África Ocidental intensificaram os ataques na região. Mais de 2 milhões de pessoas foram deslocadas e centenas de milhares morreram devido à violência desses grupos.
Há dez anos, em março, 58 pessoas foram mortas e mais de 140 feridas em quatro atentados suicidas em Maiduguri, incluindo um que ocorreu nos correios e no mercado. Em abril do ano passado, o governador de Borno, Babagana Zulum, alertou sobre o possível retorno dos jihadistas, gerando conflitos com as autoridades federais.

