Cientistas alertam que a Terra pode estar passando pela sexta extinção em massa, impulsionada por atividades humanas. Atualmente, mais de 48.600 espécies estão ameaçadas de extinção, o que representa cerca de um terço de todas as espécies avaliadas pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
O Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW) indica que a situação deve piorar com as mudanças climáticas. Estudos apontam que as taxas de extinção atuais podem ser até mil vezes mais rápidas do que as registradas antes da influência humana em larga escala.
As principais causas de extinção incluem mudanças climáticas, perda de habitat, espécies invasoras, doenças e exploração excessiva. A seguir, veja alguns animais que foram declarados extintos nas últimas décadas.
ʻŌʻū (Psittirostra psittacea) – Extinção declarada em 2024. Essa ave nativa do Havaí não era observada desde 1989 e foi oficialmente declarada extinta em 2024.
Tartaruga-gigante de Pinta (Chelonoidis abingdonii) – Extinção declarada em 2015. O último indivíduo conhecido, Lonesome George, morreu em 2012, e a espécie foi considerada extinta em 2015.
Rã-da-neblina-da-montanha (Litoria nyakalensis) – Extinção declarada em 2021. Esse anfíbio australiano foi extinto devido ao fungo quitrídio Batrachochytrium dendrobatidis.
Rã-diurna de focinho afiado (Taudactylus acutirostris) – Extinção declarada em 2021. Também encontrada na Austrália, essa rã foi considerada extinta após décadas sem registros.
Peixe-espátula chinês (Psephurus gladius) – Extinção declarada em 2019. Este peixe de água doce vivia no rio Yangtzé, na China, e desapareceu devido à construção de barragens e pesca excessiva.
Rã arlequim Chiriqui (Atelopus chiriquiensis) – Extinção declarada em 2019. Essa rã, encontrada no Panamá e na Costa Rica, não era vista desde 1996.
Rã venenosa esplêndida (Oophaga speciosa) – Extinção declarada em 2018. Encontrada nas florestas do Panamá, a espécie foi vista pela última vez em 1992.
Poʻouli (Melamprosops phaeosoma) – Extinção declarada em 2019. Essa ave do Havaí foi descoberta em 1973, mas acabou sendo declarada extinta devido à degradação do habitat.
Melomys de Bramble Cay (Melomys rubicola) – Extinção declarada em 2019. Considerado o primeiro mamífero extinto diretamente devido às mudanças climáticas.
Arapaçu-de-Alagoas (Philydor novaesi) – Extinção declarada em 2019. Essa ave era encontrada apenas em fragmentos de Mata Atlântica nos estados de Alagoas e Pernambuco.
Rã-ladra de Corqui (Craugastor anciano) – Extinção declarada em 2019. Essa rã não é vista desde 1990 e era extremamente vulnerável à perda de habitat.
Caçador-de-árvores críptico (Cichlocolaptes mazarbarnetti) – Extinção declarada em 2019. Descoberto em 2014, esse pássaro brasileiro pode ter desaparecido antes de ser plenamente estudado.
Passe sapo-de-pé-curto (Atelopus senex) – Extinção declarada em 2019. Esse sapo, encontrado no Panamá e na Costa Rica, foi alvo de caçadores e contrabandistas.
Pipistrelo da Ilha Christmas (Pipistrellus murrayi) – Extinção declarada em 2016. Este morcego foi o primeiro mamífero a ser extinto na Austrália em 50 anos.
Rã-arborícola de Campo Grande (Boana cymbalum) – Extinção declarada em 2021. Essa espécie vivia em São Paulo e foi extinta devido ao avanço urbano e poluição.
Rouxinol-de-junco-de-Guam (Acrocephalus luscinius) – Extinção declarada em 2016. Confirmada em 2023, essa ave canora era encontrada exclusivamente na ilha de Guam.
Lagarto-chicote da Ilha Christmas (Emoia nativitatis) – Extinção declarada em 2017. O último conhecido morreu em cativeiro em 2014.
Salamandra de riacho falso de Jalpa (Pseudoeurycea exspectata) – Extinção declarada em 2019. Vista pela última vez em 1976, foi declarada extinta em 2019.
Sapo-dourado (Incilius periglenes) – Extinção declarada em 2019. Nativo da Costa Rica, seu desaparecimento está ligado a alterações climáticas.
Olho-branco com rédeas (Zosterops conspicillatus) – Extinção declarada em 2016. Essa ave de Guam é considerada extinta, possivelmente devido à predação por serpentes.
Kauaʻi ʻakialoa (Akialoa stejnegeri) – Extinção declarada em 2016. Essa ave não é vista há 60 anos e é considerada extinta.

