O programa Auxílio-Aluguel do Governo de São Paulo completou um ano e beneficiou 514 mulheres em situação de violência na região de Sorocaba. A iniciativa, da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS), atendeu mais de 6 mil mulheres vítimas de violência doméstica em todo o estado.
Durante o período de março de 2025 a fevereiro de 2026, o programa recebeu um investimento de R$ 1.312.000 na região e R$ 16,5 milhões em todo o estado. Os dados foram consolidados pela SEDS e marcam o primeiro aniversário dos repasses.
A abrangência do programa é significativa, alcançando 585 municípios paulistas, o que demonstra o papel central da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício. O perfil das beneficiárias mostra que a maioria está em fase economicamente ativa, com a faixa etária de 30 a 39 anos representando 38,8% do total, seguida por mulheres de 40 a 49 anos (25,6%) e de 20 a 29 anos (24,0%).
Juntas, as mulheres de 20 a 39 anos somam 62,8% do público atendido, evidenciando a importância da autonomia financeira para romper o ciclo da violência. O programa oferece uma ajuda de custo mensal de R$ 500 por seis meses, com possibilidade de renovação por igual período.
A secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, afirmou:
““O Auxílio-Aluguel é uma ferramenta concreta de proteção e autonomia. Com ele, o Estado oferece às mulheres condições reais para romper o ciclo da violência, preservar a própria vida e reconstruir seus projetos com dignidade e segurança.””
Para solicitar o benefício, as mulheres devem ter medida protetiva expedida pela Justiça, residir no Estado de São Paulo, estar em situação de vulnerabilidade e ter renda de até dois salários mínimos até o momento da separação. O cadastramento é realizado pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes.
Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado por meio de Poupança Social no Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias. Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres atendidas.
As mulheres que necessitam de ajuda podem buscar apoio em Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros órgãos do Sistema de Justiça.


