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Leitura: AVC afeta mulheres e mito sobre proteção precisa ser desmistificado, afirmam médicas
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Saúde

AVC afeta mulheres e mito sobre proteção precisa ser desmistificado, afirmam médicas

Amanda Rocha
Última atualização: 7 de março de 2026 19:00
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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O AVC (Acidente Vascular Cerebral) não é uma condição exclusiva dos homens, e a crença de que as mulheres estão naturalmente protegidas precisa ser desmistificada. Essa afirmação foi discutida no programa CNN Sinais Vitais, apresentado pelo Dr. Kalil, que recebeu as médicas Gisele Sampaio, pesquisadora e neurologista do Einstein Hospital Israelita, e Maramelia Miranda, neurologista vascular da Unifesp.

Dr. Kalil mencionou um mito semelhante ao que ocorre com o infarto, onde muitas mulheres acreditam erroneamente que estão menos suscetíveis a sofrer um AVC. Gisele Sampaio explicou: “O sexo masculino é um fator de risco para ter o AVC, existe uma frequência maior de AVC nos homens, mas depois da menopausa, esse risco praticamente se iguala.”

A médica também destacou uma estatística relevante: “Como as mulheres vivem mais do que os homens, em números absolutos, a gente tem mais AVC em mulher.” Outro ponto importante é que as mulheres frequentemente apresentam sintomas atípicos de AVC, que podem ser negligenciados, especialmente em pacientes mais jovens.

Entre os fatores de risco específicos para o público feminino, a combinação de enxaqueca com aura, tabagismo e uso de anticoncepcional é considerada particularmente perigosa. Sampaio alertou: “A associação de enxaqueca com aura, tabagismo e o uso de anticoncepcional é uma combinação maligna. O risco é um risco que mais do que triplica.”

Os médicos enfatizaram que tanto homens quanto mulheres devem cuidar igualmente de fatores de risco como hipertensão, diabetes e tabagismo. Além disso, ressaltaram a importância de considerar questões relacionadas à equidade no acesso à saúde, que pode variar conforme a região e o nível socioeconômico, afetando o diagnóstico e tratamento adequados.

TAGGED:AVCDr. KalilEinstein Hospital IsraelitaEquidade na saúdeFatores de riscoGisele SampaioMaramelia MirandaMulheresUnifesp
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