O AVC (Acidente Vascular Cerebral) é uma condição que, embora frequentemente associada ao envelhecimento, também pode afetar pessoas jovens devido a fatores de risco específicos. A neurologista Gisele Sampaio, do Einstein Hospital Israelita, afirma que a idade é um fator de risco não modificável para o AVC. Ela explica: ‘A idade é um fator de risco para o AVC. Quanto mais idoso o indivíduo, maior o risco. Mas isso não significa que os indivíduos jovens não podem ter um AVC.’
A médica Maramelia Miranda, neurologista vascular da Unifesp, destaca que a hipertensão arterial é o principal fator de risco para o desenvolvimento de um AVC. ‘Eu destacaria aí a hipertensão arterial no nosso meio e no mundo inteiro. É vilã silenciosa’, afirma Miranda. Outros fatores relevantes incluem diabetes, dislipidemia, obesidade, sedentarismo, tabagismo e alcoolismo.
Além disso, novos fatores de risco têm sido identificados. Miranda menciona que ‘algumas doenças mais recentes foram acrescentadas aos fatores de risco, por exemplo, a apneia do sono é um fator de risco para AVC’. Condições como câncer e aneurisma intracraniano, especialmente com histórico familiar, também são considerados importantes.
Um dado alarmante apresentado pelo Dr. Kalil é que apenas 30% dos pacientes diagnosticados com hipertensão no Brasil seguem o tratamento adequadamente. Os outros 70% não respeitam as recomendações médicas, o que aumenta o risco de complicações cardiovasculares e cerebrovasculares.
Os especialistas ressaltam que muitos fatores de risco para o AVC são semelhantes aos das doenças cardíacas, já que ambas as condições afetam o sistema vascular. ‘O vaso é o mesmo, são as artérias do cérebro e as artérias do coração’, explica a médica, enfatizando a importância da prevenção e do controle adequado dos fatores de risco modificáveis.


