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Saúde

AVC não é sentença de morte, afirmam especialistas

Amanda Rocha
Última atualização: 8 de março de 2026 05:00
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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O AVC (Acidente Vascular Cerebral), conhecido popularmente como derrame, é uma condição que ocorre devido a problemas na circulação sanguínea cerebral. Especialistas, durante o programa CNN Sinais Vitais, afirmaram que a doença não deve ser vista como uma sentença de morte.

Maramelia Miranda, neurologista vascular da Unifesp, explicou que existem dois tipos principais de AVC. O AVC isquêmico, que representa de 70% a 85% dos casos, ocorre quando uma artéria que leva sangue ao cérebro é obstruída, resultando em lesão na região afetada pela falta de circulação. Por outro lado, o AVC hemorrágico, que ocorre em 15% a 30% dos casos, acontece quando uma artéria intracraniana se rompe, causando extravasamento de sangue e compressão das estruturas cerebrais adjacentes.

Embora o AVC hemorrágico possa ser mais grave e levar a desfechos fatais com maior frequência, os especialistas ressaltam que nenhum tipo de AVC deve ser considerado uma sentença definitiva. Gisele Sampaio, pesquisadora e neurologista do Einstein Hospital Israelita, destacou os avanços significativos nos tratamentos disponíveis para ambos os tipos de AVC nos últimos anos.

Os tratamentos atuais, quando aplicados de forma rápida e eficaz, podem reduzir significativamente os sintomas e, em alguns casos, até mesmo revertê-los completamente. É essencial que o atendimento seja realizado por uma equipe multidisciplinar especializada, com a possibilidade de intervenções cirúrgicas quando necessário, especialmente em casos hemorrágicos.

A educação da população sobre os sinais de alerta e a importância do atendimento imediato são fatores cruciais para melhorar o prognóstico dos pacientes acometidos por AVC. O reconhecimento precoce dos sintomas e a busca rápida por atendimento médico especializado podem fazer toda a diferença no resultado do tratamento e na qualidade de vida após o episódio.

TAGGED:CérebroDoençasEinstein Hospital IsraelitaGisele SampaioMaramelia MirandaUnifesp
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