Azzas registrou um lucro líquido recorrente de R$ 168 milhões entre outubro e dezembro de 2025, apresentando uma queda de 0,5% em comparação ao mesmo período de 2024.
No quarto trimestre, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente totalizou R$ 501,1 milhões, uma diminuição de 3,5% em relação ao ano anterior, com margem praticamente estável em 15,4%.
O ano de 2025 marcou o primeiro ciclo completo de operação da Azzas 2154, resultante da combinação de negócios entre Arezzo&Co e Grupo Soma. Durante este período, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 770,7 milhões, o que representa um aumento de 30,5% em relação a 2024.
O Ebitda recorrente para o ano de 2025 somou R$ 1,94 bilhão, com um crescimento de 5,8% em comparação ao ano anterior. A receita líquida totalizou R$ 11,8 bilhões, apresentando um avanço de 2,2% na comparação anual.
No quarto trimestre, a receita líquida foi de R$ 3,26 bilhões, o que representa um recuo anual de 4,1%. A receita bruta também caiu 2,3% no período, embora a retração tenha sido menor do que a da receita líquida.
De acordo com a empresa, essa diferença reflete um maior peso das deduções, impactadas pelo aumento de impostos, pela menor geração de créditos de ICMS e por tarifas sobre importações nos Estados Unidos. A empresa afirmou:
““O movimento está ligado ao processo de redução de estoques nas franquias da unidade Shoes & Bags e ao avanço do e-commerce internacional da FarmRio, que tem taxas de devolução superiores às observadas no Brasil.””
Apesar da pressão pontual sobre alguns indicadores do trimestre, a companhia destacou a forte geração de caixa operacional. O fluxo de caixa atingiu R$ 838 milhões no quarto trimestre, o maior nível desde a fusão que deu origem à Azzas 2154.
No acumulado de 2025, a geração operacional de caixa somou R$ 1,2 bilhão, equivalente a uma conversão de 71% do Ebitda (pré-IFRS-16) em caixa. Ao longo do ano, a empresa também reduziu os investimentos, com o capex caindo 30,8% em 2025, para R$ 383,7 milhões, refletindo maior disciplina na alocação de capital.
A companhia encerrou o quarto trimestre com uma posição de caixa de R$ 1,08 bilhão e dívida líquida de R$ 2,12 bilhões. A alavancagem líquida caiu de 1,37 vez em setembro para 1,28 vez ao final de dezembro de 2025, mesmo após o pagamento de R$ 500 milhões em dividendos no trimestre.
Entre os destaques do ano, a expansão internacional foi significativa, com a receita fora do Brasil somando R$ 1,7 bilhão em 2025, alta de 21% em relação a 2024, impulsionada principalmente pelo avanço da marca FarmRio no exterior.


