O Banco Central do Chile anunciou na quinta-feira (12) a realização de sua primeira grande compra de ouro desde pelo menos 2000. A entidade adicionou uma ‘porção limitada de ouro’ às suas reservas para melhorar a diversificação de riscos diante de incertezas externas.
Em fevereiro, o banco aumentou suas reservas de ouro para US$ 1,108 bilhão, em comparação a US$ 42 milhões em janeiro, representando 2,2% do total das reservas. Documentos do Banco Central confirmam que essa foi a primeira compra de ouro desde 2000.
Os preços do ouro têm se elevado, ultrapassando US$ 5.100 por onça, sendo considerado um porto seguro em tempos de incerteza global. O banco afirmou: ‘A avaliação mais recente constatou mudanças nas correlações entre os ativos elegíveis, portanto, incorporar uma parcela limitada de ouro ajuda a melhorar a diversificação de risco da carteira.’
A decisão do Banco Central chileno foi baseada em avaliações técnicas periódicas que definem a composição das moedas e instrumentos em que as reservas são investidas. O valor estratégico do ouro como ativo seguro ‘fortalece a proteção da carteira contra cenários de estresse financeiro, em um contexto em que episódios de incerteza externa se tornaram mais frequentes e complexos.’


