A Bayer aguarda a aprovação dos órgãos regulatórios da China e da União Europeia para o lançamento comercial da soja Intacta 5+. A tecnologia já possui autorização para uso no Brasil, mas a empresa destaca a necessidade de garantir a liberação nos principais mercados importadores antes de expandir o plantio.
O Brasil é um dos maiores exportadores globais de soja. A Intacta 5+ foi apresentada como uma tecnologia que visa ampliar as ferramentas de manejo no campo, especialmente no controle de plantas daninhas, que têm aumentado nas lavouras. O diretor comercial de soja da Bayer, Fabio Passos, afirmou:
““A questão regulatória está totalmente aprovada no Brasil, então é uma tecnologia que a gente já poderia usar no Brasil. O ponto é que, como o Brasil é um país exportador de grão e de soja, essencialmente, a gente precisa garantir que ela seja aprovada na China e na Europa para a gente poder lançar comercialmente.””
Enquanto aguarda as autorizações internacionais, a Bayer já realiza demonstrações da tecnologia no campo. Segundo Passos, os agricultores brasileiros terão acesso a essas demonstrações a partir desta safra, e a soja estará disponível para compra local na safra de 2027/28.
O diretor comercial ressaltou que o desenvolvimento de novas biotecnologias exige longos ciclos de pesquisa e investimento. Ele comentou:
““Quando a gente começa a criar uma biotecnologia, ela demora por volta de 15 a 20 anos para tirar do laboratório e trazer para a prática de campo.””
Passos explicou que a Intacta 5+ busca ampliar o espectro de manejo de plantas daninhas em comparação com as tecnologias atuais.
““Quando eu falo do Intacta 5+, é como eu coloco mais ferramentas para esse produtor, então com o Intacta 5+, o agricultor vai poder fazer 100% do manejo de qualquer planta daninha do Brasil.””
Além disso, a tecnologia será lançada com uma base ampla de licenciamento, com mais de 15 marcas comerciais trazendo a genética embarcada. Passos afirmou:
““A gente precisa ter um produto para aquela região, naquele grupo de maturação, que consiga produzir bem, naquele tipo de altitude, naquele tipo de solo.””


