A Bayer anunciou a intenção de recolocar a Monsoy no centro de sua estratégia para aumentar a presença no mercado brasileiro de soja. A marca, que não recebia atenção comercial há anos, será fundamental para a distribuição de variedades aos produtores por meio de multiplicadores de sementes.
“Ao longo dos últimos anos, por várias decisões estratégicas da empresa, a gente não esteve atuando com lançamentos comerciais […] estamos de volta, a gente voltou em 2021 com o lançamento Intacta 2 e a gente está numa retomada agora de crescimento de mercado”, afirmou Julia Morosini, líder de melhoramento de soja Sul da Bayer.
A Monsoy é a marca que permite à Bayer escalar a distribuição através de multiplicadores, que atuam como elo entre a pesquisa e o produtor final. Morosini explicou que esses multiplicadores testam as variedades antes da expansão em escala e ajudam a disseminar os materiais com melhor desempenho no campo.
““Essa variedade vai ser testada dentro dos multiplicadores. O multiplicador vai entender se aquele material faz sentido ou não […] se ele gostar do material, e se os produtores cujo cliente ele tem também gostarem, ele tem capacidade de fazer esse produto aumentar muito em volume”, disse Morosini.”
A apresentação foi realizada no centro de P&D da Bayer em Coxilha, no Rio Grande do Sul. A operação no município começou a ser estruturada em 2007 e passou pela primeira fase de construção em 2010. Em 2011, a unidade obteve a certificação CQB, permitindo testes com materiais regulados.
O centro de Coxilha, que reúne cerca de 60 colaboradores e ocupa 120 hectares, é estratégico para testar materiais adaptados ao Sul e capturar dados em diferentes ambientes produtivos. A Bayer possui mais de 170 localidades de avaliação no Brasil e pretende dobrar a média de 80 mil pontos de dados por localidade até 2030.
Morosini destacou que a aceleração no desenvolvimento de variedades é crucial, especialmente diante das mudanças climáticas. Ela mencionou os impactos devastadores das enchentes de 2024 sobre a agricultura no estado e a necessidade de desenvolver variedades que atendam às demandas dos produtores.
““Aquelas enchentes que aconteceram foram devastadoras para a agricultura no estado. Até hoje o produtor está sofrendo muito para voltar, está descapitalizado”, afirmou.”
A Bayer também está focada em biotecnologia, com a continuidade da plataforma de eventos para soja. A empresa já opera com a Intacta 2 Xtend e trabalha no desenvolvimento da Intacta 5, prevista para 2028. Morosini ressaltou a importância de integrar diferentes áreas em torno do produtor final.
““É tendo o produtor no centro do processo. É ele que valida, é ele que dita, é ele que a gente tem que estar atento para entender o que a gente faz internamente em termos de pesquisa”, concluiu Morosini.”


