Um bebê de oito meses faleceu após dar entrada em um hospital de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, na tarde do dia 7 de março de 2026. A criança chegou à unidade de saúde em parada cardiorrespiratória e apresentava lesões no corpo, incluindo sinais de possível abuso sexual.
De acordo com o registro policial, o menino foi levado pelos pais ao hospital. A equipe médica iniciou manobras de reanimação, mas constatou que o bebê apresentava sinais compatíveis com óbito já instalado, como ausência de sinais vitais, pupilas fixas e coloração arroxeada da pele.
Durante o exame clínico, os profissionais de saúde identificaram escoriações no ombro esquerdo, além de sinais aparentes de laceração na região anal, observados na fralda da criança, e uma pequena equimose na região perineal. As marcas levantaram suspeitas de possível violência física e sexual.
Os pais informaram inicialmente que a criança teria se engasgado com um pedaço de papel, mas não souberam informar por quanto tempo o bebê teria ficado sem respirar. Durante o atendimento, a equipe médica foi até a recepção do hospital para buscar mais informações com os responsáveis, mas percebeu que os dois haviam deixado o local. Eles retornaram cerca de dez minutos depois, o que foi considerado incomum pelos médicos, que acionaram a Polícia Militar.
Ao serem questionados pelos policiais, os pais apresentaram versões divergentes sobre o que teria acontecido. A mãe relatou que encontrou o bebê próximo a um ventilador com a fiação aparentemente danificada e levantou a hipótese de que a criança poderia ter sofrido uma descarga elétrica. Já o pai afirmou inicialmente que o filho poderia ter se engasgado ao brincar com um material semelhante a isopor ou papelão, mas depois mudou a versão e disse que encontrou o bebê “mole”, próximo a uma extensão elétrica dentro da casa.
Diante das inconsistências nos relatos e das lesões observadas na criança, a perícia foi acionada. A perícia da Polícia Civil esteve no hospital e confirmou a presença das lesões no corpo do bebê. No entanto, segundo o perito responsável, as marcas são inconclusivas quanto à natureza e à dinâmica. A causa da morte deverá ser esclarecida após exame de necropsia. O corpo da criança foi encaminhado ao Posto Médico-Legal de Montes Claros.
A perícia também esteve na casa da família, no bairro Santo Antônio II, apontada como possível local do ocorrido. Inicialmente, não foram encontrados elementos materiais capazes de esclarecer a dinâmica dos fatos. A Polícia Civil informou que os pais da criança, de 22 e 31 anos, foram conduzidos à delegacia, prestaram depoimento e foram liberados. Um inquérito foi instaurado para investigar as circunstâncias da morte e apurar eventual responsabilidade criminal no caso.


