O bitcoin apresentou uma alta de 3,56% nesta segunda-feira, 16 de março de 2026, alcançando o valor de US$ 73.971,67, o maior em um mês. O aumento das cotações é sustentado pelo fluxo institucional, em um dia marcado por apetite por risco nos mercados.
A queda nos preços do petróleo, com expectativas de que o fluxo pelo Estreito de Ormuz possa ser restaurado, contribuiu para essa movimentação. Por volta das 16 horas (de Brasília), o bitcoin se destacava, enquanto o ethereum subia 10,52%, alcançando US$ 2.322,96, segundo a plataforma Binance.
““Tudo parece viver ou morrer com base nos preços do petróleo”, afirmou Chris Beauchamp, analista-chefe de Mercado do IG Group. “O bitcoin tem sido imune a isso. Ele encontrou seu próprio nicho de refúgio”, acrescentou.”
A maior criptomoeda do mundo se beneficiou na semana passada de fortes compras pela Strategy e de entradas em ETFs (fundos negociados em bolsa), conforme relatado pela Laser Digital, apoiada pela Nomura. O capital institucional está começando a retornar após um início de ano cauteloso, segundo Linh Tran, da XS.com.
Os ETFs de bitcoin à vista registraram entradas de capital por cinco sessões consecutivas. A alta de quase 12% do bitcoin desde o aumento das tensões em meados de fevereiro sugere que ele pode estar começando a apresentar características de um “porto seguro digital”, conforme apontou Tran.
Durante a semana, a guerra no Oriente Médio dividirá atenções com a decisão do Federal Reserve (Fed) na quarta-feira, 18 de março, quando é amplamente esperada a manutenção das taxas de juros. Investidores aguardam sinais dos próximos passos da autoridade monetária.
Um tom mais agressivo do que o esperado, enfatizando a necessidade de manter as taxas elevadas por mais tempo para controlar a inflação, pode pressionar os ativos de risco. Por outro lado, uma postura mais equilibrada ou sinais de menor rigidez na política monetária podem impulsionar o apetite por risco.


