O bitcoin apresentou alta nesta terça-feira, 17 de março de 2026, mantendo desempenho superior ao do S&P 500, índice da Bolsa de Nova York. Desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, a criptomoeda acumula ganhos de cerca de 14%, enquanto o S&P 500 registra uma perda aproximada de 2%.
Por volta das 16 horas (de Brasília), o bitcoin subia 1,10%, sendo cotado a US$ 74.660,49. O ethereum também teve alta de 0,4%, alcançando US$ 2.333,23, segundo a plataforma Binance. No mesmo horário, o S&P 500 indicava um ganho de 0,33%.
O co-chefe global de pesquisa macroeconômica e temática do Deutsche Bank, Jim Reid, destacou que o bitcoin havia enfrentado uma queda por cinco meses consecutivos até fevereiro, tornando-se um dos ativos com pior desempenho no início de 2026. No entanto, a criptomoeda se recuperou, fechando em sua máxima de um mês, acima de US$ 74.000.
Os fluxos de entradas em fundos negociados em bolsa (ETFs) continuam sendo o principal motor para o bitcoin, que testa a narrativa de ativo de refúgio em momentos de instabilidade. A resiliência da moeda digital ocorre apesar do lento progresso em mudanças regulatórias que poderiam beneficiá-la.
Nas últimas 24 horas, o bitcoin chegou a superar US$ 74.800, um nível de resistência mencionado pela analista técnica e trader parceira da Ripio, Ana de Mattos. Em seu pico, a criptomoeda foi cotada a US$ 76.000.
Embora os ativos digitais tenham demonstrado um desempenho melhor do que muitos ativos tradicionais desde o início da guerra no Irã, eles permanecem sensíveis às decisões de política econômica. O mercado se prepara para a decisão do Federal Reserve (Fed), com a expectativa de manutenção das taxas de juros. Investidores aguardam sinais dos próximos passos da autoridade em meio à instabilidade geopolítica.


