Bloqueio de internet no Irã já dura mais de 120 horas, diz organização

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O bloqueio da internet no Irã já dura mais de 120 horas. A conectividade no país está estagnada em cerca de 1% dos níveis típicos, segundo a organização independente de monitoramento NetBlocks.

A NetBlocks acrescentou que as empresas de telecomunicações iranianas estão se comportando de maneira “orwelliana”, ameaçando com ações judiciais os usuários que tentam acessar a internet global. Essa medida tem dificultado a obtenção de um panorama completo da situação no Irã.

No contexto de tensões no Oriente Médio, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã no dia 28 de fevereiro, em meio a preocupações sobre o programa nuclear iraniano. O regime iraniano começou a retaliar contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No dia 1° de março, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques norte-americanos e israelenses. Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da sua história.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”. Em resposta, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, afirmando: “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.

As agressões entre as partes continuam. Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

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