A BMG Rights Management processou a startup de inteligência artificial Anthropic nos Estados Unidos, alegando que a empresa utilizou letras de músicas protegidas por direitos autorais para treinar seus modelos de linguagem, incluindo o chatbot Claude.
No processo, a BMG afirma que a Anthropic copiou e reproduziu letras de artistas renomados, como Rolling Stones, Bruno Mars e Ariana Grande, infringindo centenas de direitos autorais.
Este caso é mais um entre muitos processos movidos por autores e agências de notícias contra empresas de tecnologia que utilizam obras protegidas em seus treinamentos de IA.
A Universal Music Group e outras gravadoras já haviam aberto processos relacionados contra a Anthropic em 2023, que ainda estão em andamento.
Em 2022, a Anthropic encerrou um processo sobre treinamento de IA, no qual um grupo de autores propôs um acordo de US$ 1,5 bilhão.
Porta-vozes das empresas não comentaram sobre o assunto. As empresas de IA defendem que utilizam material protegido de forma justa, transformando-o em algo novo.
A BMG, que pertence ao grupo de mídia alemão Bertelsmann, citou 493 exemplos de direitos autorais que a Anthropic supostamente infringiu. As indenizações por violação de direitos autorais nos EUA podem variar de centenas de dólares até US$ 150.000 por obra, caso o tribunal considere a violação intencional.

