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Economia

BNDES injetou R$ 1 bilhão por dia na economia em 2025

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 14:42
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
BNDES injetou R$ 1 bilhão por dia na economia em 2025
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) injetou, em média, R$ 1 bilhão por dia na economia brasileira em 2025. O total de recursos injetados somou R$ 366 bilhões, um crescimento de 32% em relação a 2024 e 140% acima do registrado em 2022.

Os dados foram divulgados em um balanço financeiro na sede do banco, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (17). O lucro líquido do BNDES em 2025 foi de R$ 26,8 bilhões, representando uma alta de 1,7% em comparação ao ano anterior. O lucro recorrente, que exclui efeitos extraordinários, alcançou R$ 15,2 bilhões, 15,4% maior que em 2024, estabelecendo um novo recorde para a instituição.

O impacto de R$ 366 bilhões na economia é dividido entre R$ 237,9 bilhões de aprovações de operações de crédito e R$ 128,2 bilhões em garantias. Essas garantias funcionam como fiador de financiamentos, especialmente para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, descreveu a injeção de R$ 1 bilhão por dia como uma “contribuição fantástica”.

““Isso permite investimento, inovação, modernização, descarbonização da economia”,”

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afirmou Mercadante.

Em 2025, as consultas por financiamento totalizaram R$ 389,2 bilhões, um crescimento de 19% em relação ao ano anterior. As aprovações de crédito de R$ 237,9 bilhões apresentaram uma expansão de 12%, enquanto os desembolsos atingiram R$ 169,7 bilhões, 27% acima de 2024. Esses valores equivalem a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2025.

O BNDES aprovou R$ 24 bilhões para empresas exportadoras e R$ 16,7 bilhões para áreas de inovação. O setor de infraestrutura liderou as aprovações de crédito, recebendo R$ 71,4 bilhões, seguido pela indústria com R$ 71 bilhões, agropecuária com R$ 54,3 bilhões e comércio e serviços com R$ 41,2 bilhões. A indústria apresentou a maior expansão na concessão de crédito, com um aumento de 35% em relação a 2024.

No ano passado, a aprovação de crédito para MPMEs e garantias para empréstimos a esses negócios chegou a R$ 224 bilhões, uma expansão de 43% em relação a 2024 e de 215% em comparação a 2022. Mercadante destacou a importância do BNDES como garantidor para MPMEs, afirmando que

““a grande dificuldade do micro, pequeno e médio empresário para ter acesso ao crédito é a garantia”.”

A carteira de participações acionárias do BNDES totaliza R$ 86,4 bilhões, que inclui ações e fundos de investimentos em empresas públicas e privadas, como Petrobras e JBS. Desde janeiro de 2023, o banco recebeu R$ 54,8 bilhões em dividendos e vendas de participações.

O indicador de inadimplência do BNDES terminou 2025 em 0,06%, significativamente abaixo da média dos bancos no país, que foi de 4,08%. Em relação aos desembolsos, 65,5% foram a juros de mercado, enquanto 34,1% foram da categoria “incentivados”. A diretoria do BNDES ressaltou que pelo menos 60% do lucro total do ano anterior pode ser pago ao Tesouro Nacional, contribuindo para o equilíbrio das contas públicas.

Mercadante afirmou que o BNDES fará o possível para ajudar na sustentação das contas públicas, sem comprometer o desempenho do banco em relação ao crédito.

TAGGED:Aloizio MercadanteBNDESEconomiaFinanciamentoIndústriaMPMEsRio de Janeiro
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