O Boca Juniors está desenvolvendo um projeto para ampliar a capacidade do estádio La Bombonera, visando chegar a 80 mil lugares. Atualmente, o estádio comporta 57 mil espectadores.
O plano de modernização será realizado em etapas. Inicialmente, a capacidade aumentará para 67 mil lugares, com as obras podendo ter início ainda neste ano. Uma das principais mudanças incluirá a aproximação do campo de jogo em cerca de quatro metros das arquibancadas, o que exigirá a redução de alguns setores e a alteração da disposição interna do estádio.
Segundo a imprensa argentina, a construção de um quarto nível nas arquibancadas será a principal modificação, adicionando 6 mil novos assentos ao estádio. Além disso, está prevista a criação de uma nova área de camarotes, que será negociada com empresas e patrocinadores, ampliando o número de parceiros e, consequentemente, a receita do clube.
““Uma arena esportiva consegue comportar experiências distintas ao torcedor. Nos últimos anos, a procura por espaços premium, com pacotes de comidas e bebidas, cresceu muito em vários países do mundo, com ações inspiradas no mercado norte-americano, que já tem uma base de público mais sólida”, comentou Léo Rizzo, CEO da Soccer Hospitality.”
O rival River Plate também está seguindo um caminho semelhante. No final do ano passado, o presidente Stefano di Carlo anunciou que o clube ampliará a capacidade de seu estádio para 101 mil pessoas. As obras devem começar em abril de 2026 e terão duração de três anos.
O River Plate já havia transformado o Monumental no maior estádio da América do Sul, ao ampliar sua capacidade para 85 mil lugares em fevereiro de 2023. Nesta nova reforma, o River continuará jogando em seu estádio, ao contrário da última reforma.
De acordo com o clube argentino, serão instalados 300 terminais FaceID, visando otimizar o fluxo de acesso, que será de 60 pessoas por minuto.
““O reconhecimento facial transformou os estádios brasileiros com segurança, rapidez e comodidade, e isso deve ser uma prática adotada em outros países. Isso comprova o sucesso e excelência de um trabalho com tecnologia 100% brasileira, e que pode servir de exemplo para outras agremiações e arenas pelo mundo”, afirmou Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply.”


