As bolsas europeias registram perdas nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, ampliando as quedas do pregão anterior. A alta persistente do petróleo ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, mesmo após os Estados Unidos e aliados anunciarem uma liberação recorde de petróleo de reservas emergenciais.
Por volta das 12h40, horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 apresentava queda de 1,09%, alcançando 595 pontos. O índice FTSE 100, em Londres, recuava 0,68%, a 10.283 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caía 0,36%, a 23.503 pontos. O índice CAC 40, em Paris, perdia 1%, a 7.961 pontos. Em Milão, o índice Ftse Mib tinha desvalorização de 1,18%, a 44.242 pontos. O índice Ibex 35, em Madri, registrava baixa de 1,64%, a 17.068 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 valorizava 0,48%, a 9.120 pontos.
O petróleo Brent Futuros de maio de 2026, referência global, subia mais de 8%, a US$ 100,02 o barril. O WTI Futuros de abril de 2026, referência nos EUA, tinha alta de mais de 9%, a US$ 95,52 o barril. Os preços do petróleo bruto dispararam após dois petroleiros serem atingidos em águas iraquianas, em supostos ataques iranianos, parte de uma série de ataques a instalações petrolíferas e de transporte na região.
O Irã havia alertado na quarta-feira, 11 de março, que os preços podem chegar a US$ 200 o barril. Nesta quinta-feira, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado “como uma ferramenta de pressão”.
A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou na quarta-feira que planeja liberar um volume recorde de 400 milhões de barris da commodity em resposta aos impactos da guerra no Oriente Médio. Em relatório mensal divulgado nesta quinta-feira, a AIE alertou que o conflito está provocando “a maior interrupção de oferta na história do mercado global de petróleo”. Investidores estão preocupados que o aumento dos preços do petróleo possa alimentar a inflação e comprometer a perspectiva de crescimento global.


