Bolsonaro permanece internado na UTI sem previsão de alta

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está internado na UTI do Hospital DF Star desde a última sexta-feira, 13 de março, sem previsão de alta. A equipe médica havia indicado uma expectativa de pelo menos uma semana de internação no início do tratamento.

O boletim médico mais recente, divulgado na quinta-feira, 19 de março, aponta melhora em aspectos tomográficos e nos marcadores inflamatórios. Isso indica evolução no quadro pulmonar e redução da inflamação, que tende a regredir mais lentamente que a infecção.

Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por sua condenação relacionada a uma trama golpista, no complexo penitenciário conhecido como “Papudinha”, em Brasília. Ele foi internado após apresentar um quadro de pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração.

A defesa de Bolsonaro protocolou um novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), solicitando que o ex-presidente cumpra a pena em regime domiciliar. No documento, os advogados pedem que Moraes reconsidere a decisão anterior que havia negado a medida.

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A defesa busca a transferência para prisão domiciliar desde o fim do ano passado. Segundo informações, o ministro deve analisar o pedido após a realização de uma perícia médica no ex-presidente, que está prevista para ocorrer após seu retorno ao sistema prisional.

Moraes já determinou a realização de perícias em casos semelhantes antes de decidir sobre pedidos de prisão domiciliar e, nos últimos meses, rejeitou ao menos quatro solicitações da defesa. Com base em laudos médicos, o ministro avalia que a estrutura de atendimento disponível na Papuda é adequada para o acompanhamento do ex-presidente.

Aliados de Bolsonaro também têm se movimentado para sensibilizar o STF a conceder o benefício por razões humanitárias. A avaliação é que, mesmo em caso de alta hospitalar, há risco de novas intercorrências, o que poderia levar a sucessivas idas e vindas entre o sistema prisional e unidades de saúde, gerando desgaste para a Corte.

Na quinta-feira, 19 de março, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também expressou a Moraes sua preocupação com o estado de saúde de Bolsonaro durante uma agenda na Corte, onde se reuniu com os ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux, Gilmar Mendes e com o presidente do STF, Edson Fachin.

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