O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a primeira noite em casa após 125 dias de prisão, sendo 57 deles no Complexo Penitenciário da Papuda e o restante na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele recebeu alta médica na manhã de sexta-feira, 27 de março de 2026, após duas semanas internado.
Bolsonaro estava na UTI do hospital DF Star desde 13 de março, onde foi diagnosticado com broncopneumonia bilateral. A transferência para a prisão domiciliar foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, por um período de 90 dias, a pedido da defesa do ex-presidente, que alegou a necessidade de tratamento médico em casa.
A administração do Solar de Brasília, condomínio onde reside Bolsonaro, orientou moradores sobre as medidas de segurança após a determinação de prisão domiciliar. A área será monitorada 24 horas por equipes do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, e aglomerações ou manifestações estão proibidas em um raio de até 1 km da residência.
Bolsonaro foi preso preventivamente pela primeira vez em 22 de novembro de 2025, após tentar romper a tornozeleira eletrônica. Em 15 de janeiro de 2026, foi transferido para a ala especial do Complexo Penitenciário da Papuda, onde permaneceu por 57 dias. Durante esse período, o STF negou a prisão domiciliar, apesar de laudos médicos indicarem comorbidades controladas.
As condições da prisão domiciliar incluem o uso de tornozeleira eletrônica, visitas restritas dos filhos e advogados, e proibições de comunicação externa. A ex-primeira-dama e familiares que residem na mesma casa não precisam de autorização para visitas.
““A segurança na área externa passa a ser de responsabilidade exclusiva das autoridades policiais”, informou a administração do condomínio.”

