Um bombeiro do Amapá, o sargento Chagas, orientou uma família por telefone e ajudou a salvar a pequena Maria Lúcia Mendonça Trindade, de 1 ano e 11 meses, que se engasgou com um pedaço de comida. O incidente ocorreu por volta das 21h da quinta-feira, 12 de março de 2026.
A ligação, que durou pouco mais de dois minutos, foi marcada pelo desespero dos pais e pela calma do sargento, que forneceu instruções precisas. O primeiro contato foi com a mãe de Maria, que, apesar do nervosismo, conseguiu descrever a situação. O sargento começou a orientar a manobra de desengasgo.
A mãe tentou seguir as instruções, mas não obteve sucesso e passou o celular para um homem da família. O sargento instruiu:
““Coloque ela no braço, vire de costas. Sente e incline um pouco para baixo. Bata nas costas, abaixo do pescoço, com a palma da mão. Cinco vezes, compassadamente. Depois vire para ver se saiu o objeto.””
Após alguns segundos de silêncio, uma voz ao fundo trouxe alívio: Maria havia expelido o objeto, possivelmente um osso de galinha. A menina voltou a respirar e foi levada ao hospital para uma avaliação médica.
Além da manobra realizada, é importante saber como agir em caso de engasgo quando se está sozinho. A recomendação é apoiar a região superior do abdômen contra uma superfície firme e projetar o corpo para frente, pressionando com força. Essa adaptação da manobra de Heimlich pode ajudar a expulsar o objeto que bloqueia a respiração.
Quando há alguém por perto, o sinal universal para pedir socorro é colocar as duas mãos ao redor do pescoço. A American Heart Association (AHA) atualizou suas diretrizes de primeiros socorros em casos de engasgo, recomendando que, para vítimas conscientes, sejam alternadas cinco pancadas nas costas com cinco compressões abdominais.


